Este estudio examina las trayectorias educativas de 161 jóvenes extutelados en Cataluña tres años después de su egreso del sistema de protección. A través de entrevistas estructuradas, se analizan sus niveles formativos, la continuidad educativa y los factores individuales y contextuales que inciden en su progresión académica. Se consideran variables como el origen migrante, el género, el tipo de acogimiento, la edad de entrada al sistema, la estabilidad en los recursos y, de forma específica, el impacto del acceso a los programas de apoyo a la transición: el programa de vivienda y la prestación económica para jóvenes extutelados. Los resultados muestran una elevada heterogeneidad. Un 44 % había accedido a estudios postobligatorios, mientras que un 36,3 % no había completado la educación secundaria obligatoria. La continuidad educativa era baja (36%), con escasa presencia en la universidad, con un 2,1% de jóvenes migrantes no acompañados (MNA) y un 8,20% de jóvenes No-MNA. Las diferencias por origen eran significativas: los jóvenes MNA presentaban niveles formativos más bajos, menor continuidad y menos acceso a apoyos. En el grupo No-MNA, las chicas mostraban una mayor continuidad que los chicos, y quienes fueron acogidos en familias alcanzaban niveles educativos superiores que quienes vivieron en centros. Entre los jóvenes no migrantes, la edad de entrada en el sistema y la estabilidad en los recursos se asociaron positivamente con la formación alcanzada. El acceso a la prestación económica predijo mejores resultados entre las chicas y los jóvenes acogidos en centros. En el caso de los jóvenes migrantes, la participación en el programa de vivienda se asoció significativamente con una mayor probabilidad de estar estudiando. Los hallazgos subrayan la importancia de reforzar las políticas públicas que garanticen apoyos prolongados y personalizados tras el egreso, incorporando acompañamiento educativo, apoyo económico y recursos residenciales que faciliten la continuidad educativa.
Este estudo examina as trajetórias educacionais de 161 jovens egessos do sistema de proteção na Catalunha, três anos após deixarem o acolhimento. Com base em entrevistas estruturadas, analisam-se seus níveis de escolaridade, a continuidade educativa e os fatores individuais e contextuais que influenciam sua progressão acadêmica. São consideradas variáveis como origem migrante, gênero, tipo de acolhimento, idade de entrada no sistema, estabilidade nos recursos e, de forma específica, o impacto do acesso aos programas de apoio à transição: o programa de moradia e o subsídio econômico para jovens egessos.Os resultados revelam uma elevada heterogeneidade. Um total de 44 % havia ingressado no ensino pós-obrigatório, enquanto 36,3 % não havia concluído o ensino secundário obrigatório. A continuidade educativa era baixa (36 %), com reduzida presença no ensino universitário: 2,1 % entre jovens migrantes não acompanhados (MNA) e 8,2 % entre os não-MNA. As diferenças por origem eram significativas: os jovens MNA apresentaram níveis educacionais mais baixos, menor continuidade e menos acesso a apoios. No grupo não-MNA, as jovens mulheres mostraram maior continuidade do que os homens, e aqueles que viveram em acolhimento familiar alcançaram níveis educacionais superiores aos que foram acolhidos em instituições.Entre os jovens não migrantes, a idade de entrada no sistema e a estabilidade nos recursos associaram-se positivamente com o nível de formação alcançado. O acesso ao subsídio econômico previu melhores resultados entre as mulheres e entre os jovens acolhidos em instituições. No caso dos jovens migrantes, a participação no programa de moradia esteve significativamente associada a uma maior probabilidade de estar estudando.Os achados ressaltam a importância de fortalecer políticas públicas que garantam apoios prolongados e personalizados após o egresso, incluindo acompanhamento educativo, apoio financeiro e recursos residenciais que favoreçam a continuidade educativa.
This study examines the educational trajectories of 161 care leavers in Catalonia three years after exiting the child protection system. Using structured interviews, we analyze their educational attainment, continuity in education, and the individual and contextual factors that influence their academic progression. Variables considered include migration background, gender, type of placement, age at entry into care, stability of placements, and, specifically, the impact of access to transition support programs: the housing support program and the financial allowance for care leavers.The results reveal substantial heterogeneity. A total of 44 % had accessed post-compulsory education, while 36.3 % had not completed compulsory secondary education. Educational continuity was low (36 %), and university attendance was limited, with 2.1 % among unaccompanied migrant youth (UMY) and 8.2 % among non-UMY. Differences by origin were significant: UMY showed lower levels of educational attainment, lower continuity, and less access to support. Among non-UMY, girls demonstrated higher continuity than boys, and those who experienced family foster care achieved higher educational levels than those who lived in residential care.Among non-migrant youth, age at entry into care and placement stability were positively associated with educational attainment. Access to the financial allowance predicted better outcomes among girls and among young people who had been in residential care. In the case of migrant youth, participation in the housing support program was significantly associated with a higher likelihood of being enrolled in education.The findings highlight the need to strengthen public policies that ensure sustained and individualized support after leaving care, including educational guidance, financial support, and residential resources that facilitate continuity in education.
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