Santo Ildefonso, Portugal
Education and employment are related to the development of future antisocial and delinquent behaviour, as well as to the likelihood of an individual coming into contact with the criminal justice system (Weerman and Bijleveld, 2015). Although the portuguese prison system is investing in the process of reintegration of prisoners both at school and at work, the restriction of freedom that characterizes the application of the sentence conditions the application of measures that seem basic in the free environment. Social isolation, loss of identity, lack of work and the feeling of helplessness in solving pending situations from the outside are, as a whole, difficulties that may have consequences both in terms of quality of life, mental health of the prisoner as well as in the adaptive process to the prison environment (Marques, 2010). In this study we reflect on the effects that the restriction of freedom may have on the quality of life and feeling of safety of individuals who are serving a custodial sentence. In order to analyze these variables, we used a sample of 146 inmates, 50% male, imprisoned in two prison establishments in northern Portugal. Although the majority of the sample judged that the probability of being assaulted while serving their custodial sentence (45.9%) was low or very low, an important percentage (30.2%) considered this probability as high or very high. With regard to the quality of life, only 28.8% reported that it was good, very good or excellent. Finally, we reflect on the suitability of the prison context to develop a process of socialization of individuals, considering the variables included in the study.
A educação e o emprego relacionam-se com o desenvolvimento de futuros comportamentos anti-sociais e delinquentes, assim como com a probabilidade de um indivíduo entrar em contato com o sistema de justiça criminal (Weerman e Bijleveld, 2015). Muito embora o sistema prisional português esteja a realizar um investimento no processo de reinserção dos reclusos tanto a nível escolar como laboral, a restrição da liberdade, que caracteriza a aplicação da pena, condiciona a aplicação de medidas que parecem básicas em meio livre. O isolamento social, a perda de identidade, a falta de trabalho e o sentimento de impotência em resolver situações pendentes do exterior, são, no seu todo, dificuldades que poderão ter consequências tanto a nível da qualidade de vida, da saúde mental do recluso, assim como no processo adaptativo ao meio prisional (Marques, 2010). Com o presente estudo pretendemos refletir sobre os efeitos que a restrição de liberdade poderá ter a nível da qualidade de vida e sentimento de segurança dos indivíduos que se encontram a cumprir uma pena privativa de liberdade. Com o objetivo de analisar estas variáveis, utilizamos uma amostra de 146 indivíduos privados de liberdade, 50% do sexo masculino, de dois Estabelecimentos Prisionais do norte de Portugal. Embora a maior parte da amostra julgou que a probabilidade de serem agredidos durante o cumprimento da pena privativa de liberdade (45,9%) era baixa ou muito baixa, uma percentagem importante (30,2%) considerou esta probabilidade como alta ou muito alta. No que diz respeito à qualidade de vida, apenas 28,8% referiu que esta era boa, muito boa ou ótima. Finalmente, refletimos sobre a adequação do contexto prisional para desenvolver um processo de socialização dos indivíduos, considerando as variáveis incluídas no estudo.
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