Las aventuras de Pinocho es uno de esos pocos cuentos que no solo ha resistido al paso del tiempo, sino que se incorporó a la cultura y, 139 años después, sigue recreándose en versiones literarias, cinematográficas, teatrales, plásticas, incluso pedagógicas. En este artículo tratamos de atender algunos de los silencios que Disney impuso a una parte importante de la historia dejando fuera, por ejemplo, el tema de la pobreza. Hoy nos preguntamos si un producto cultural como Las aventuras de Pinocho puede detonar conversaciones y reflexiones con los niños de hoy, y si la escuela puede apropiarse de este material para filosofar con los alumnos e incluso con los adultos. ¿Por qué en un mundo de malhechores que roban, engañan, cocinan, venden o cuelgan a los niños, la mirada reprobatoria está fija en un niño que dice mentiras? ¿Qué experiencias tiene que vivir un niño para verse a sí mismo como “malo”? ¿Cuáles son los riesgos de la clasificación, por otro lado, tan necesaria en el conocimiento? Si bien partimos de una experiencia realizada en una escuela de la Ciudad de México, el análisis que se presenta se ocupa principalmente del vínculo entre la(s) lectura(s) y la reflexión filosófica en este cuento.
The Adventures of Pinocchio is one of those few stories that has not only stood the test of time, but has become part of the culture and, 139 years later, continues to be recreated in literary, cinematographic, theatrical, plastic and even pedagogical versions. In this article we try to address some of the silences that Disney imposed on an important part of the story, leaving out, for example, the issue of poverty. Today we ask ourselves if a cultural product such as The Adventures of Pinocchio can trigger conversations and reflections with today's children, and if the school can appropriate this material to philosophize with students and even with adults. Why in a world of evildoers who steal, cheat, cook, sell or hang children, is the reproachful gaze fixed on a child who tells lies? What experiences does a child have to go through to see himself as "bad"? What are the risks of classification, on the other hand, so necessary in knowledge? Although we start from an experience carried out in a school in Mexico City, the analysis presented here is mainly concerned with the link between reading(s) and philosophical reflection in this story.
As Aventuras de Pinóquio é um dos poucos contos de fadas que não apenas resistiu ao teste do tempo, como também se tornou parte da cultura e, 139 anos depois, continua a ser recriado em versões literárias, cinematográficas, teatrais, plásticas e até mesmo pedagógicas. Neste artigo, tentamos abordar alguns dos silêncios que a Disney impôs a uma parte importante da história, deixando de fora, por exemplo, a questão da pobreza. Atualmente, nos perguntamos se um produto cultural como As Aventuras de Pinóquio pode desencadear conversas e reflexões com as crianças de hoje, e se as escolas podem se apropriar desse material para filosofar não só com os alunos, mas também com os adultos. Por que, em um mundo de malfeitores que roubam, trapaceiam, cozinham, vendem ou enforcam crianças, o olhar de reprovação se volta para uma criança que conta mentiras? Por quais experiências uma criança precisa passar para enxergar a si mesma como “má”? Quais são os riscos da classificação, por outro lado, tão necessária no conhecimento? Embora partamos de uma experiência realizada em uma escola na Cidade do México, a análise apresentada aqui se preocupa principalmente com o vínculo entre a(s) leitura(s) e a reflexão filosófica nessa história.
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