Este artículo se constituye como un ensayo para pensar prácticas pedagógicas con bebés a partir de una filosofía de la infancia que no esté enmarcada por discursos adulto-céntricos. El debate en torno al enfrentamiento del adultocentrismo se ha concentrado históricamente más en los niños que en los bebés. El presente artículo busca pensar a los bebés no a partir de la visibilidad de sus etiquetas, marcados por una visión cronológica, sino a partir de una concepción que permita percibir sus acciones y su desarrollo desde su diferencia inmanente. Subdividido en secciones que envuelven la perspectiva del devenir-niño de Gilles Deleuze y la concepción de cartografía de Gabriela Tebet, este artículo nos permite imaginar otros escenarios para la infancia y una posibilidad de percibir a los bebés como protagonistas. Buscamos, así, la comprensión de nuevas percepciones con los bebés, repensando la relación con la que trabajamos con ellos. Pensar los bebés a partir de un discurso devir-niño es estudiar las redes que constituyen la infancia a fin de comprender los movimientos entre los planos de inmanencia y de organización de los bebés. No es estudiar al individuo, así como no es estudiar ninguna verdad objetiva dada a priori. De ese modo, el investigador procesa los nuevos espacios y recorre caminos en busca de conocer quiénes son esos sujetos que surgen como forma de ruptura. Proponiendo poner en cuestión las ideas que envuelven la infancia, explorando los ideales pedagógicos modernos que la marcaron, en la búsqueda de vivenciar la infancia y en la comprensión de una práctica pedagógica con bebés capaz de ser un tiempo de alegría y de intensidad de la vida.
This article is an essay to think about pedagogical practices with babies from a philosophy of childhood that is not shaped by adult-centric discourses. The debate around coping with adultcentrism has historically focused more on children than on babies. This article seeks to raise questions about thinking this age not from the visible labels, marked by a chronological view, but from a conception that allows one to perceive their actions and their developments from their imminent difference. Subdivided into sections that involve the perspective of the child-becoming of Gilles Deleuze and the conception of cartography of Gabriela Tebet, this article allows us to imagine other scenarios for childhood and a possibility of perceiving babies as protagonists. Thus, we seek to understand new perceptions with babies, seeking to rethink the relationship we have with them. Thinking babies from a becoming-child discourse is to study the networks that constitute them in order to understand the movements between the immanence and organizational plans of babies. It is not to study the individual, as it is not just to study any objective truth given a priori. Thus, the researcher processes the new spaces and walks paths in search of knowing who these subjects are that arise as a form of rupture. We propose to question the ideas that involve childhood exploring the modern pedagogical ideals that marked it, in the pursuit of experiencing childhood and in the understanding of a pedagogical practice with babies capable of being a time of joy and intensity of life.
Este artigo constitui-se como um ensaio para pensar práticas pedagógicas com bebês a partir de uma filosofia da infância que não esteja moldada por discursos adultocêntricos. O debate em torno do enfrentamento do adultocentrismo tem historicamente se concentrado mais sobre as crianças do que sobre os bebês. O presente artigo busca lançar questões a respeito de se pensar os bebês não a partir da visibilidade dos seus rótulos, marcados por uma visão cronológica, mas a partir de uma concepção que permita perceber as suas ações e os seus desenvolvimentos desde a sua diferença imanente. Subdividido em seções que envolvem a perspectiva do devir-criança de Gilles Deleuze e a concepção de cartografia de Gabriela Tebet, também nos permite imaginar outros cenários para a infância e uma possibilidade de perceber os bebês como protagonistas. Buscamos, assim, a compreensão de novas percepções com os bebês, buscando repensar a relação que travamos com eles. Pensar os bebês a partir de um discurso devir-criança é estudar as redes que constituem a infância a fim de compreender os movimentos entre os planos de imanência e de organização dos bebês. Não é estudar o indivíduo, assim como não é estudar nenhuma verdade objetiva dada a priori. Desse modo, o pesquisador processa os novos espaços e percorre caminhos em busca de conhecer quem são esses sujeitos que surgem como forma de ruptura. Propomos colocar em questão as ideias que envolvem a infância explorando os ideais pedagógicos modernos que a marcaram, na busca de vivenciar a infância e na compreensão de uma prática pedagógica com bebês capaz de ser um tempo de alegria e de intensidade da vida.
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