[1]
Argentina
El presente trabajo propone una relectura crítica de los orígenes de la escuela pública argentina, centrándose en un componente que la historiografía dominante ha invisibilizado: la influencia de la “vía protestante” y la llegada de las maestras estadounidenses, convocadas por Domingo F. Sarmiento en el Siglo XIX, para reorganizar el sistema educativo. La hipótesis central es que la escuela pública no nació como instrumento de disciplinamiento estatal, sino como ensayo de cooperación, soberanía popular, democracia, laicismo, republicanismo y prefiguración feminista. Herederos de la Reforma protestante, del pensamiento de Comenio y de la Revolución Inglesa; desbordó los marcos liberales, católicos y culturales de un Estado en formación que, inmediata y posteriormente, buscó disciplinarla. Metodológicamente, el trabajo combina Historia global, Microhistoria y Genealogía crítica, concluyendo que la invisibilización de la vía protestante consistió una operación activa de clausura simbólica, y su desmontaje contribuye a la reparación historiográfica de este sentido inicial.
This paper proposes a critical reinterpretation of the origins of the Argentine public school system, focusing on a component that dominant historiography has rendered invisible: the influence of the “Protestant path” and the arrival of American teachers, summoned by Domingo F. Sarmiento in the 19th century, to reorganize the educational system. The central hypothesis is that the public school system was not born as an instrument of state discipline, but rather as an experiment in cooperation, popular sovereignty, democracy, secularism, republicanism, and feminist prefiguration. Heirs to the Protestant Reformation, the thought of Comenius, and the English Revolution, it transcended the liberal, Catholic, and cultural frameworks of a nascent state that, both immediately and subsequently, sought to discipline it. Methodologically, the paper combines global history, microhistory, and critical genealogy, concluding that the invisibility of the Protestant path constituted an active operation of symbolic closure, and its dismantling contributes to the historiographical redress of this initial meaning.Keywords:Global Classroom/Global Capital, historiographical disputes and Silences in State Building, Genealogies of the Educational System, Secular, Feminine, State and Republican Pedagogy.
Este artigo propõe uma reinterpretação crítica das origens do sistema de ensino público argentino, com foco em um componente que a historiografia dominante tornou invisível: a influência do “caminho protestante” e a chegada de professores americanos, convocados por Domingo F. Sarmiento no século XIX, para reorganizar o sistema educacional. A hipótese central é que o sistema de ensino público não nasceu como um instrumento de disciplina estatal, mas sim como uma experiência decooperação, soberania popular, democracia, laicidade, republicanismo e prefiguração feminista. Herdeiros da Reforma Protestante, do pensamento de Comenius e da Revolução Inglesa, ele transcendeu os marcos liberais, católicos e culturais de um Estado nascente que, tanto imediata quanto posteriormente, buscou discipliná-lo. Metodologicamente, o artigo combina história global, micro-história e genealogia crítica, concluindo que a invisibilidade do caminho protestante constituiu uma operação ativa de fechamento simbólico, e seu desmantelamento contribui para a reparação historiográfica desse significado inicial.Palavras-chave: Sala de aula global/Capital global, disputas historiográficas e silêncios na construção do Estado, genealogias do sistema educacional, pedagogia secular, feminina, estatal e republicana.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados