Brasil
O meu objetivo, neste artigo, é compartilhar uma reflexão inicial sobre um grupo de performances sociodiscursivas às quais tenho me referido como masculinidades bélicas, reflexão construída a partir de um diálogo indisciplinar com diferentes áreas do saber. Tendo como base a leitura crítica de duas performances e atendo-me ao contexto sociopolítico brasileiro atual, argumento que as masculinidades bélicas se caracterizam pelo engajamento dos sujeitos em práticas necrodiscursivas que (re)produzem enquadres de guerra em diferentes espaços sociais. Desse modo, sugiro o trabalho com letramentos pós-identitários como forma de estranhar textualmente os repertórios mobilizados por masculinidades bélicas, a fim de construir sentidos, performances e enquadres que desafiem o paradigma e a retórica da guerra, no Brasil contemporâneo.
My objective in this article is to share an opening reflection on a group of socio-discursive performances that I have termed bellicose masculinities, a reflection that is rooted in an indisciplinary dialogue with different areas of knowledge. Based on the critical reading of two performances and considering the current Brazilian socio-political context, I argue that bellicose masculinities are characterized by the subjects’ engagement in necrodiscursive practices that (re)produce frames of war in different social contexts. Therefore, I suggest the work with post-identity literacies as a way of textually queering the repertoires mobilized by bellicose masculinities, so that it becomes possible to produce meanings, performances, and frames that challenge the paradigm and the rhetoric of war in contemporary Brazil.
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