A violência na escola constitui um tema de dimensões micro e macro sociais, históricas, culturais e políticas. A investigação identifica as conexões entre escola, bullying e sociedade no Brasil, estudando suas manifestações, a violência simbólica e outras formas de violências, reforçadas por condições de desigualdades sociais no Brasil. Infere-se que a convivência com as múltiplas faces das dominações histórica, social, econômica e política, produziu tolerância e banalização de comportamentos violentos.
O bullying, identificado por comportamentos continuados entre colegas com intenção de causar dano, foi estudado em alunos do 6° ao 9º ano do ensino fundamental de quatro escolas públicas em Salvador de Bahia.
A investigação constatou que a conduta violenta se relaciona de forma direta ao ambiente e à renda dos sujeitos; que não existe relação direta entre meio familiar e bullying; o bullying foi mais freqüente em sujeitos de 10 a 13 anos, confirmando a hipótese de que, o aluno, antes dos 14 anos, tende a ser vítima, e após essa idade, a ser agressor; o rendimento escolar mais baixo foi encontrado em alunos submetidos ao processo de bullying; maior incidência de bullying ativo em meninos e passivo em meninas.
Dentre as dificuldades encontradas destacou-se o acesso a algumas escolas, que não aceitaram a aplicação do questionário.
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