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Infância e invisibilidade: Por uma pedagogia do oculto

  • Autores: Daniel Gaivota Contage
  • Localización: Childhood & Philosophy, ISSN-e 1984-5987, Vol. 15, Nº. 0, 2019
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Infancia e invisibilidad: Por una pedagogía de lo oculto
    • Childhood and invisibility: Towards a pedagogy of what is concealed
  • Enlaces
  • Resumen
    • español

      En oposición a la pregunta más tradicionalmente hecha en educación - ¿qué revela la escuela? - esta investigación encuentra caminos más oscuros para pensar las potencias presentes en los tiempos y espacios escolares al preguntarse qué se oculta en la escuela. A partir del intento de creación de conceptos filosóficos en el campo de la educación, este texto tantea ciegamente las posibilidades de una escuela que, en vez de traer a la luz, atenta más hacia lo que está invisible, escondido, oculto. A través de la lectura de pensadores de la filosofía de la diferencia, como Deleuze y Foucault, intenta situar a la escuela en una disputa inmanente entre el caos y el orden, donde las estructuras de poder trabajan a través de la visibilidad y el permiso, por un lado, y por medio de la interdicción y la interdicción por el otro. Al comprender el equipamiento institucional inserto en la lógica de la visibilidad / ocultamiento, explora la posibilidad de que las fuerzas de resistencia que habitan la escuela no puedan estar a la vista - pues todo lo que es aparente fue de alguna forma capturado y, por lo tanto, permitido. A través de una mirada filosófica y genealógica de la escuela y con la ayuda de Heráclito, este texto ciego intenta afirmar la potencia revolucionaria de esas fuerzas invisibilizadas, y, en este recorrido, asumir la infancia no como una fase a ser superada, sino justamente como una de estas potencias que permiten mantener el mundo oculto, encriptado, y no sujeto a la forzosa lógica de lo visible, es decir, afirmar la infancia como una potencia subversiva y revolucionaria, y oponerse a los discursos "visibilizadores" que exponen la infancia a la cristalización de los aparatos discursivos. Así, tantea con la punta de los dedos escuela e infancia, para constatar, sin necesidad de ver, que ellas, invisibles, estuvieron y están allí.

    • English

      In opposition to the most traditionally asked question in educational studies - what is revealed in school? - this research finds more obscure ways to think the potencies present in school times and spaces by asking, instead, what is hidden in school? From the attempt of creating philosophical concepts in the field of education, this text gropes blindly the possibilities of a school that, instead of bringing things to light, gives more attention to what is invisible, hidden, concealed. Through the readings of philosophers of difference, such as Deleuze and Foucault, it tries to situate school in an immanent dispute between chaos and order, where power structures operate through visibility and permission, on the one hand, and interdiction and concealment on the other. By understanding the institutional rigging inserted in the logic of visibility/concealment, this article explores the possibility that the resistance forces that inhabit school cannot be shown - because all that is apparent was somehow captured and therefore allowed. Through a genealogic, philosophical view of school and with the help of Heraclitus, this blind text tries to reclaim the revolutionary potency of these invisibilized forces and, in this way, assume childhood not as a phase to be overcome, but as one of these potencies that allow the world to keep being concealed, encrypted, and not forced into the logic of visible - that being, to affirm childhood as a revolutionary and subversive force, and to oppose the “visibility" discourses that expose childhood to the crystallization of discursive apparatuses. Thus, gropes with its fingertips school and childhood, to find, without need to see, that they, invisibly, have been and still are there.

    • português

      Em oposição à pergunta mais tradicionalmente feita em educação - o que a escola revela? - esta pesquisa encontra caminhos mais obscuros para pensar as potências presentes nos tempos e espaços escolares ao se perguntar o que se oculta na escola. A partir da tentativa de criação de conceitos filosóficos no campo da educação, este texto tateia cegamente as possibilidades de uma escola que, ao invés de trazer à luz, atenta mais para aquilo que está invisível, escondido, oculto. Através da leitura de pensadores da filosofia da diferença, como Deleuze e Foucault, tenta situar a escola em uma disputa imanente entre o caos e a ordem, onde as estruturas de poder trabalham através da visibilização e permissão, por um lado, e pela interdição e ocultamento, pelo outro. Ao compreender o aparelhamento institucional inserido na lógica da visibilidade/ocultamento, explora a possibilidade de que as forças de resistência que habitam a escola não possam estar à mostra - pois tudo o que é aparente foi de alguma forma capturado e, por isso, permitido. Através de um olhar filosófico e genealógico da escola e com a ajuda de Heráclito, este texto cego tenta afirmar a potência revolucionária dessas forças invisibilizadas, e, neste percurso, assumir a infância não como uma fase a ser superada, mas justamente como uma destas potências que permitem manter o mundo oculto, encriptado, e não sujeito à forçosa lógica do visível - ou seja, afirmar a infância como uma potência subversiva e revolucionária, e opor-se aos discursos “visibilizadores” que expõem a infância à cristalização dos aparelhos discursivos. Assim, tateia com a ponta dos dedos escola e infância, para constatar sem precisar ver que elas, invisíveis, estiveram e estão lá.

Los metadatos del artículo han sido obtenidos de SciELO Brasil

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