En Filosofía para Niños (FpN), la construcción de consensos es frecuentemente considerada como algo que se debe evitar. La creencia entre investigadores de Filosofía para Niños es que la construcción de consensos destituirtía algunos ideales de la Filosofía para Niños, tales como libertad, inclusión y diversidad. Este artículo tiene como objetivo contrarrestar tales suposiciones, argumentando que estos investigadores de Filosofía para Niños tienden a centrarse en una concepción estrecha, o universal, de "consenso" y descartan variadas formas de consenso, especialmente lo que Niemeyer y Dryzek (2007) llaman meta-consenso. El meta-consenso no busca un consenso universal, sino que se centra en el proceso por el cual las personas alcanzan diversas formas de consenso no-universales, tales como el acuerdo en relación al valor de la visión normativa de los oponentes o el acuerdo en relación al grado en que aceptan la visión de los oponentes. Este artículo sostiene que semejante meta-consenso es una pieza clave en lo que Clinton Golding (2009) llama “progreso filosófico”, que es el elemento esencial que vuelve a una investigación filosófica. En otras palabras, sin meta-consenso y progreso filosófico, una investigación no pasa de mero debate o conversación antagonista. A partir de un ejemplo de Filosofía para Niños realizado con estudiantes japoneses, este artículo muestra cómo el meta-consenso es alcanzado por la comunidad de investigación filosófica y cómo éste contribuye a volver esa investigación filosófica.
No trabalho com Filosofia para Crianças (P4C), o consenso é frequentemente considerado como algo que se deve evitar. Pesquisadores acreditam que o consenso destituiria alguns ideais da Filosofia para Crianças, como liberdade, inclusão e diversidade. Este artigo visa contrariar ou contradizer tais suposições, através da tese de que estes pesquisadores de Filosofia para Crianças tendem a focar em um conceito estreito ou universal de “consenso”, ignorando diversas formas de consenso, especialmente o que Niemeyer e Dryzek (2007) chamam de meta-consenso. Meta-consenso não se trata de uma busca por um consenso universal, mas sim do processo pelo qual as pessoas alcançam diversas formas de consenso não-universais, como a concordância com o valor da visão normativa do oponente ou a concordância com o nível de aceitação deles próprios em relação ao ponto de vista do oponente. Este artigo sustenta a tese de que este meta-consenso é uma peça importante na composição do que Clinton Golding (2009) chama de “progresso filosófico”, que por sua vez é o elemento essencial que faz de uma investigação filosófica.Em outras palavras, sem meta-consenso e progresso filosófico, uma investigação não passa de mero debate ou uma conversa antagonística. A partir de um exemplo de Filosofia para Crianças realizado com estudantes japoneses, este texto mostra como meta-consenso é alcançado pela comunidade de investigação filosófica e como ele contribui para tornar essa investigação realmente filosófica.
In Philosophy for Children (P4C), consensus-making is often regarded as something that needs to be avoided. P4C scholars believe that consensus-making would dismiss P4C’s ideals, such as freedom, inclusiveness, and diversity. This paper aims to counteract such assumptions, arguing that P4C scholars tend to focus on a narrow, or universal, concept of “consensus” and dismiss various forms of consensus, especially what Niemeyer and Dryzek (2007) call meta-consensus. Meta-consensus does not search for universal consensus, but focuses on the process by which people achieve various non-universal forms of consensus, such as agreement on the value of opponents’ normative view or agreement on the degree to which they accept opponents’ view. This paper argues that such meta-consensus is a key part of what Clinton Golding (2009) calls “philosophical progress,” which is the essential element that makes inquiry philosophical. In other words, without meta-consensus and philosophical progress, inquiry ends in merely conversation or antagonistic talk. Drawing on the example of P4C conducted with Japanese students, this paper shows how meta-consensus is achieved in the community of philosophical inquiry and how it contributes to make inquiry philosophical.
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