El año 2019 la Universidad de Chile presentó una serie de movilizaciones en torno a la salud mental, donde los estudiantes expresaron su malestar ante una cultura de competencia y los discursos meritocráticos que justifican cualquier sacrificio en nombre del esfuerzo, la vocación y la pasión por estudiar. Esta investigación busca comprender cómo se relacionan los discursos meritocráticos con las experiencias de malestar subjetivo de los estudiantes de la Universidad de Chile. Mediante un enfoque cualitativo, se analizaron ocho entrevistas semiestructuradas aplicadas a estudiantes de pregrado durante el periodo académico 2022. Los principales hallazgos revelan que el proceso de estudiar en la universidad está vinculado a una serie de exigencias constantes, en las que la necesidad de ser productivo aparece como un mecanismo para mitigar el malestar subjetivo. Además, se evidencia que la sociedad normaliza la precariedad mediante discursos meritocráticos, presentándola como un elemento primordial para alcanzar metas personales. En este contexto, los procesos emocionales quedan desplazados a un segundo plano, priorizando la realización individual máxima a través de una ética de trabajo duro, que se promueve como sinónimo de éxito y motivación.
In 2019, the University of Chile presented a series of mobilizations around mental health, where students expressed their discomfort with a culture of competition and meritocratic discourses that justify any sacrifice in the name of effort, vocation and passion for studying. This research seeks to understand how meritocratic discourses are related to the experiences of subjective discomfort of students at the University of Chile. Using a qualitative approach, eight semi-structured interviews applied to undergraduate students during the academic period 2022 were analyzed. The main findings reveal that the process of studying at university is linked to a series of constant demands, in which the need to be productive appears as a mechanism to mitigate subjective discomfort. Furthermore, it is evident that society normalizes precariousness through meritocratic discourses, presenting it as a primordial element to achieve personal goals. In this context, emotional processes are displaced to the background, prioritizing maximum individual fulfillment through a hard work ethic, which is promoted as synonymous with success and motivation.
Em 2019, a Universidade do Chile apresentou uma série de mobilizações em torno da saúde mental, onde os estudantes expressaram seu desconforto com uma cultura de competição e discursos meritocráticos que justificam qualquer sacrifício em nome do esforço, da vocação e da paixão pelo estudo. Esta investigação procura compreender de que forma os discursos meritocráticos estão relacionados com as experiências de mal-estar subjetivo dos estudantes da Universidade do Chile. Utilizando uma abordagem qualitativa, foram analisadas oito entrevistas semiestruturadas aplicadas a estudantes de graduação durante o ano letivo de 2022. Os principais resultados revelam que o processo de estudo na universidade está ligado a uma série de demandas constantes, nas quais a necessidade de ser produtivo aparece como um mecanismo para mitigar o desconforto subjetivo. Além disso, fica evidente que a sociedade normaliza a precariedade através de discursos meritocráticos, apresentando-a como elemento essencial para o alcance de objetivos pessoais. Neste contexto, os processos emocionais são relegados para segundo plano, privilegiando-se a máxima realização individual através de uma ética de trabalho árduo, que é promovida como sinónimo de sucesso e motivação.
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