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A caça às bruxas do século XX: a perseguição e a apropriação dos corpos femininos em “Garotas mortas”

    1. [1] Universidade Federal da Integração Latino-Americana

      Universidade Federal da Integração Latino-Americana

      Brasil

  • Localización: Travessias, ISSN-e 1982-5935, Vol. 18, Nº. 2, 2024
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • The 20th century witch hunt: the persecution and appropriation of female bodies in Dead Girls
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      The non-fiction novel Garotas Mortas (2018), by Selva Almada, portrays the true story of three young women murdered in Argentina in the 1980s, cases still unsolved. This essay proposes an analysis of the author's reflections when reconstructing these stories, highlighting the role of supposed aggressors in the patriarchal legacy of male domination. The work demonstrates how the power to decide on the lives of women, especially poor and non-white women, is not a mere coincidence, but the result of historical constructions within a colonial and misogynistic capitalist logic. The objective of this essay is to briefly reflect on the literary work, relating it to issues of social gender relations, in order to highlight the significant contributions of the work to contemporary feminism, especially in confronting the culture of rape and femicide. The research methodology involves analyzing the author's reflections on the conditions of the murdered girls, comparing them with gender theories to explain the violent process that women face until they become victims of femicide. When basing the analysis of the work on texts by Maria Lugones (2020), Silvia Federici (2017) and Maria Clementina Cunha (1989), it is observed that violence against women is perpetuated as a historical legacy of patriarchal and colonial power. As a result, the research highlights the importance of confronting these issues to promote processes of awareness and social transformation, aiming to contribute to combating violence against women.

    • português

      O romance de não ficção Garotas Mortas (2018), de Selva Almada, retrata a história real de três jovens assassinadas na Argentina dos anos 80, casos ainda não resolvidos. O presente ensaio propõe uma análise das reflexões da autora ao reconstruir essas histórias, destacando o papel dos supostos agressores na herança patriarcal de dominação masculina. A obra demonstra como o poder de decidir sobre a vida das mulheres, especialmente as pobres e não brancas, não é mera coincidência, mas resultado de construções históricas dentro de uma lógica capitalista colonial e misógina. A análise aqui proposta tem como objetivo refletir brevemente sobre a obra literaria Garotas Mortas (2018), relacionando-a às questões das relações sociais de gênero, a fim de destacar as significativas contribuições da obra para o feminismo contemporâneo, especialmente no enfrentamento à cultura do estupro e do feminicídio. A metodologia de pesquisa envolve analisar as reflexões da autora sobre as condições das garotas assassinadas, comparando-as com teorias de gênero para explicar o processo violento que as mulheres são submetidas até se tornarem vítimas de feminicídio. Ao embasar a análise da obra nos textos de Maria Lugones (2020), Silvia Federici (2017) e Maria Clementina Cunha (1989), observa-se que a violência contra a mulher se perpetua como uma herança histórica do poder patriarcal e colonial. Como resultado, a pesquisa destaca a importância de confrontar essas questões para promover processos de conscientização e transformação social, visando contribuir para o enfrentamento às diversas violências desferidas contra as mulheres.


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