Neste artigo apresentam-se tendências da imprensa portuguesa no tratamento da relação de crianças com as novas tecnologias, encontradas em análises de imprensa sobre jornais de informação geral e orientados para as famílias. Marcadas pela escassez relativamente a outras temáticas sobre crianças, centradas sobretudo no offline, essas notícias permanecem contudo fiéis aos guiões dominantes da cobertura jornalística sobre a infância: a criança vítima e em risco sexual, e a criança transgressora. No âmbito de um estudo comparado europeu em curso, estes resultados permitirão identificar semelhanças e diferenças nos modos como os media noticiosos de cada país configuram os discursos públicos transnacionais sobre as tecnologias e marcam a seu modo a (i)literacia digital.
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