Brasil
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This paper, result from a master’s degree research, presents in a summarized a reality lived in the traditional farming community Salinas de Garci de Mendoza, in the bolivian altiplano, focusing mainly in the changes that are currently in the production model, and the consequences for security and sovereignty feed the region of the country, which is considered the main producer and exporter of the variety of "real quinoa". A field research was carried at the community in the town of Salinas between march/april of 2018, during the quinoa harvest season. Interviews were made with royal quinoa farmers, technical assistants and community leader-representatives. The results show that quinoa has gone from a traditional farming system to an monoculture system, where the agricultural capital and machinery become a new leading element in the community. Culturally quinoa has always an important meaning in food security and sovereignty in the region, however, it was observed that a large part two of the farmers worked, exclusively, with the intention to destine the production to the market, not for eating and, consequently, modifying two farmers' eating habits.
Este artigo trata sobre a comunidade camponesa tradicional Salinas de Garci de Mendoza, no altiplano boliviano. O foco principal está nas mudanças pelas quais passa o modelo produtivo, bem como as implicações na segurança e soberania alimentar da região e do país, que é considerado o principal produtor e exportador da variedade “quinoa real”. Efetivou-se uma pesquisa de campo na comunidade entre os meses de março e abril de 2018, temporada da colheita da quinoa. Foram realizadas entrevistas com produtores da “quinoa real”, técnicos e lideranças da comunidade. Os resultados evidenciam que a quinoa passou de um sistema tradicional de produção a um sistema de monocultivo, onde o capital e a maquinaria agrícola entram como novo elemento imperante na comunidade. Culturalmente a quinoa cumpria um significado importante na segurança e soberania alimentar da região, porém o que se observa é que grande parte dos produtores chegaram a cultivar, exclusivamente, com o propósito de destinar a totalidade da produção ao mercado e não para o autoconsumo, ocasionando interferência nos hábitos alimentares dos locais.
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