O artigo problematiza um acontecimento discursivo caro ao campo da Educação Ambiental (EA): a configuração da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS). Com as lentes foucaultianas, o estudo mira as estratégias de governamento neoliberal que dão rosto a essa nova proposta educacional. Aqui, fizemos dois movimentos: o primeiro, que se refere a discutir sobre o aparecimento da EDS e suas redes capilares que se fortalecem enquanto biopolíticas tratadas no interior de uma governamentalidade neoliberal; o segundo, que problematiza a luta política de pesquisadores/as brasileiros/as a respeito da chegada da EDS e do esmaecimento da EA nas políticas públicas atuais. O neoliberalismo, investindo em consumidores, ensina-nos, agora, a consumir o desenvolvimento sustentável. Esse embate não se dá sem resistências que se refletem como campo epistemológico e político. É sobre a produção dessas lutas e desses tensionamentos que esse artigo trata
The article discusses a valuable discourse event in the field of Environmental Education (EE): the establishment of Education for Sustainable Development (ESD). Through a Foucauldian lens, this study focuses on strategies of neoliberal governance which frame the new educational proposal. Here, we take two paths: the first is a discussion on the emergence of ESD and its capillary networks, which have been strengthened as biopolicies within a neoliberal governmentality; the second addresses the political struggle of Brazilian researchers regarding the advent of ESD and the fading of EE in current public policies. By investing in consumers, neoliberalism now teaches us to consume sustainable development.
This conflict does not occur without resistance, which is reflected in the epistemological and political fields. This article addresses the creation of these struggles and tensions.
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