Brasil
From the understanding of information, not only through the etymology, but through the history of the social use of the term, I try to develop the concept of disinformation. More than rumours, more than a fuse of lies, disinformation, in my view, should be seen as a toxic by-product of the Superindustry of the Imaginary, jeopardizing democratic normality and boosting discourses with fascist traits. If information helps to weave bonds of trust in the public sphere, disinformation dissolves those bonds. In the framework of the Superindustry of the Imaginary – a stage of capitalism in which the value of the commodity’s image surpasses the value of the commodity’s body – communication is no longer an accessory activity (at the service of public or private organizations) to become the center of economic and political activity, defining the status of disinformation – a communicational pattern that compresses thought and verification of facts in favor of libidinal identifications, passions and desire. This is so true that global monopoly conglomerates (big techs such as Meta, Apple or Alphabet) reach the highest market values in history, in the trillions of dollars.
A partir do entendimento de informação, não apenas pela etimologia, mas pela história do uso social do termo, procuro desenvolver o conceito de desinformação. Mais do que boatos, mais do que um rastilho de mentiras, a desinformação, a meu ver, deve ser vista como um subproduto tóxico da Superindústria do Imaginário, pondo em risco a normalidade democrática e impulsionando discursos com traços fascistas. Se a informação ajuda a tecer laços de confiança na esfera pública, a desinformação dissolve esses laços. Nos marcos da Superindústria do Imaginário – um estágio do capitalismo em que o valor da imagem da mercadoria supera o valor do corpo da mercadoria –, a comunicação deixa de ser uma atividade acessória (a serviço de organizações públicas ou privadas) para se tornar o centro da atividade econômica e da política, definindo o estatuto da desinformação – um padrão comunicacional que comprime o pensamento e a verificação dos fatos em proveito das identificações libidinais, das paixões e do desejo. Tanto isso é verdade que os conglomerados monopolistas globais (as big techs, como Meta, Apple ou Alphabet) alcançam os maiores valores de mercado da história, na casa dos trilhões de dólares.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados