Mozambique
Este artículo reflexiona sobre el dilema de la comunicación vertical en sociedades multilingües. El principal objetivo que se persigue en él es abordar la gestión del multilingüismo, tomando como ejemplo el contexto mozambiqueño, caracterizado por la convivencia del portugués con las lenguas africanas locales, habladas por la mayoría de la población. El estudio se realiza considerando la relación entre la conceptualización de la comunicación vertical y las ideologías lingüísticas. Metodológicamente, los datos analizados fueron recolectados aleatoriamente del paisaje lingüístico de la ciudad de Maputo, a partir del estudio de Landry y Bourhis (1997), y de los medios locales para capturar cómo se utiliza el multilingüismo en la difusión de información sobre la prevención del coronavirus. Esta información se comparó con enfoques para gestionar el multilingüismo. El artículo pretende contribuir a los debates sobre el multilingüismo, apuntando a señalar el tipo de auge que tienden a tener las lenguas africanas locales, desde el punto de vista estatutario, en un contexto en el que conviven con el portugués, una lengua de larga tradición histórica de supremacía. En él, llegamos a la conclusión de que las lenguas africanas locales siguen marginadas, a pesar de parecer evidencia de lo contrario debido al discurso de la época que promueve una convivencia cada vez mayor y armoniosa entre el portugués y las lenguas africanas locales habladas por los mozambiqueños.
This article reflects on the dilemma of vertical communication in multilingual societies. The main objective pursued in it is to approach the management of multilingualism, taking the Mozambican context as an example, characterized by the coexistence of Portuguese with the local African languages, spoken by the majority of the population. The study is carried out considering the relationship between the conceptualization of vertical communication and linguistic ideologies. Methodologically, the analyzed data were collected randomly from the linguistic landscape of Maputo city, drawing on the study by Landry and Bourhis (1997), and from the local media to capture how multilingualism is used in the dissemination of information about the prevention of Coronavirus. This information was cross-referenced with approaches to managing multilingualism. The article intends to contribute to debates on Multilingualism, aiming to point to the kind of rise that local African languages tend to have, from a statutory point of view, in a context in which they coexist with Portuguese, a language with a long history of supremacy. In it, we conclude that local African languages remain marginalized, despite appearing to provide evidence to the contrary due to the discourse of the day that promotes an ever-growing and harmonious coexistence between Portuguese and the local African languages spoken by Mozambicans.
O presente artigo faz uma reflexão sobre o dilema da comunicação vertical em sociedades multilingues. O principal objectivo que se persegue nele é o de fazer uma abordagem da gestão do multilinguismo, tomando o contexto moçambicano como exemplo, caracterizado pela coexistência do Português com as línguas locais africanas, faladas pela maioria da população. O estudo é feito considerando-se a relação entre a conceitualização da comunicação vertical e as ideologias linguísticas. Metodologicamente, os dados analisados foram recolhidos aleatoriamente na paisagem linguística da cidade de Maputo, inspirando-se no estudo de Landry e Bourhis (1997), e nos mídia locais para captar como o multilinguismo é usado na difusão das informações sobre a prevenção do Coronavírus. Esta informação foi cruzada com abordagens sobre a gestão do multilinguismo.O artigo pretende contribuir nos debates sobre o Multilinguismo, visando apontar para o tipo de ascensão que as línguas locais africanas tendem a ter, do ponto de vista estatutário, num contexto em que elas convivem com o Português, língua com um largo histórico de supremacia. Nele concluímos que as línguas locais africanas permanecem marginalizadas, apesar de parecerem fornecer evidências em contrário devido ao discurso do dia que propala uma convivência cada vez crescente e harmoniosa entre o Português e as línguas locais africanas faladas pelos moçambicanos.
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