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Infodemia e construção sígnica – movimentos responsivos sob a retórica da pós-verdade

    1. [1] PUC Minas
  • Localización: Scripta, ISSN-e 2358-3428, ISSN 1516-4039, Vol. 25, Nº. 54, 2021 (Ejemplar dedicado a: Desordem informacional e propagação de fake news: a importância da formação do leitor), págs. 158-189
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Infodemic and Signic Construction – Responsive Movements Under the Rhetoric of Post-Truth
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      Under the rhetoric of post-truth, infodemia and misinformation reached large proportions, with negative impacts on the social sphere (KALIL; SANTINI, 2020; ORGANIZATION MUNDIAL DA SAÚDE, 2020), generating a scenario of instability, marked by imprecision, fear, marginalization and prejudices. Aiming to contribute to reading literacy practices in formative instances, especially educational ones, in this article we will explore the phenomenon of misinformation (ALLCOTT; GENTZKOW, 2017; WARDLE; DERAKHSHAN, 2017), taking as an analytical object the opening speech of the President Jair Messias Bolsonaro, at the 75th General Assembly of the United Nations, delivered in September 2020. Most of this speech consists of inaccurate information and devoid of substantiated arguments, especially with regards to the context of the Covid-19 pandemic in the Brazil and the destruction of Brazilian biomes of extreme importance to the world ecosystem. Considering the enunciative event under analysis, we seek to understand and problematize how the evaluative positions of the speaker, crossed by the ideological values ​​of the place(s) it occupies in the socio-historical context, may be able to affect the dialogue with society. In order to achieve the proposed objective, we resorted to the theoretical support developed by the Bakhtinian Circle, especially the concepts of responsiveness, axiological positioning and refraction (BAKHTIN, 2011; 2017; VOLÓCHINOV, 2013; 2017), and considerations about the controversial discourse constructed under the bias of dissent (AMOSSY, 2015; 2017).

    • português

      Sob a retórica da pós-verdade, a infodemia e a desinformação atingiram grandes proporções, com impactos negativos na esfera social (KALIL; SANTINI, 2020; ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2020), gerando um cenário de instabilidade, marcado por imprecisão, medo, marginalização e preconceitos. Visando contribuir para as práticas de letramento em leitura nas instâncias formativas, especialmente, as educacionais, neste artigo iremos explorar o fenômeno da desinformação (ALLCOTT; GENTZKOW, 2017; WARDLE; DERAKHSHAN, 2017), tomando como objeto analítico o discurso de abertura do presidente Jair Messias Bolsonaro, na 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, proferido em setembro de 2020. Grande parte desse discurso consiste em informações imprecisas e desprovidas de argumentos fundamentados, sobretudo, no que se refere ao contexto da pandemia pela Covid-19 no Brasil e à destruição de biomas brasileiros de extrema relevância para o ecossistema mundial. Considerando o evento enunciativo em análise, buscamos compreender e problematizar como as posições avaliativas do enunciador, atravessadas pelos valores ideológicos do(s) lugar(es) que ocupa no contexto sócio-histórico, podem ser capazes de afetar a interlocução com a sociedade. Com a pretensão de atingir o objetivo proposto, recorremos ao aporte teórico desenvolvido pelo círculo bakhtiniano, especialmente, os conceitos de responsividade, posicionamento axiológico e refração (BAKHTIN, 2011; 2017; VOLÓCHINOV, 2013; 2017), e a considerações acerca do discurso polêmico construído sob o viés do dissenso (AMOSSY, 2015; 2017).


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