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Educação Científica, (Pós)Verdade e (Cosmo)Políticas das Ciências

    1. [1] Universidade Federal do Rio de Janeiro

      Universidade Federal do Rio de Janeiro

      Brasil

  • Localización: Caderno Brasileiro de Ensino de Física, ISSN-e 2175-7941, Vol. 37, Nº. 3, 2020, págs. 1120-1146
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Scientific Education, (Post)Truth and (Cosmo)Policies of Science
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      In this text, we aim at thinking about the cosmopolitics of science and scientific education in post-truth times inspired by theformulation of authors of science and technology studies, complicated by postcolonial and feminist perspectives. Our starting point is a comprehension of post-truth as a kind of social and political condition rather than a thing or phenomenon which we will oppose. In this way, we develop our argument under a double valence. On one hand, we advocate moving away from a conception of scientific education that is tied to the recovery of the fantasies of the Enlightenment Project: one that is restricted to denunciation or clarification. On the other hand, we devote ourselves to a reading of the relationship with the truth that is not of the order of faith, but is established in terms of how scientific practices allow us to take an ethical engagement with the world seriously, which implies taking the act of telling the truth as an embodied work of acting in uncertainty. By moving from an affiliative truth to the performative evocation of truth, we finally defend the reestablishment of the connection between scientific and cosmopolitical practices as well as a new ethical relationality with the truth in scientific education, one that is of the order of the encounter between subjectivity and otherness in the construction of possible and more livable worlds.

    • português

      Neste texto, nós buscamos pensar sobre cosmopolíticas das ciências e educação científica em tempos de pós-verdade, inspiradas na formulação de autores de estudos da ciência e da tecnologia, complicados por perspectivas pós-coloniais e feministas. Nosso ponto de partida é uma compreensão da pós-verdade como uma espécie de condição social e política mais do que uma coisa ou fenômeno contra o qual iremos nos opor. Deste modo, nós desenvolvemos nosso argumento sob uma valência dupla. Por um lado, defendemos afastar-nos de uma concepção de educação científica que, atada à recuperação de fantasias do projeto iluminista, se restrinja à denúncia ou ao esclarecimento. Por outro, nós nos dedicamos a uma leitura da relação com a verdade que não seja da ordem da fé, mas que se estabeleça em termos de como práticas científicas nos permitem levar a sério um engajamento ético com o mundo, o que implica tomar o ato de dizer a verdade como um trabalho corporificado de agir na incerteza. Ao nos deslocar de uma verdade afiliativa para a evocação performativa da verdade, defendemos, por fim, o reestabelecimento da conexão entre práticas científicas e cosmopolítica, bem como uma relacionalidade ética com a verdade na educação científica, que seja da ordem do encontro entre subjetividade e alteridade na construção de mundos possíveis e mais habitáveis. 


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