Brasil
Utopia and dystopia are some of the main impulses that coexist and dispute the primacy of the narratives of a crisis state. In its own way, each is capable of covering certain expectations and frustrations related to the rise of neoliberalism as the hegemonic economic model, that has established from the early 1970s on, especially in face of the failure of the utopic aspirations of the previous decade. In our time, however, the apocalypse genre has become even more efficient in its ability of understanding of the world in which we live. This paper investigates how some recent novels by English language writers, such as Cormac McCarthy’s The Road, figure the relationship between these literary genres, and how each one’s specificity is capable of a unique perception of our historical present.
Utopia e distopia são alguns dos principais impulsos que convivem e disputam a primazia das narrativas de um estado de crise. Ao seu modo, cada uma é capaz de dar conta de certas expectativa e frustrações em relação à ascensão do neoliberalismo como modelo econômico hegemônico, que se estabeleceu a partir do começo dos anos de 1970, especialmente diante do fracasso das aspirações utópicas da década anterior. No nosso momento, no entanto, o gênero do apocalipse se tornou ainda mais eficiente em sua capacidade de compreensão da mundo em que vivemos. Esse artigo investiga como alguns romances recentes de autores de língua inglesa, como A estrada, de Cormac McCarthy, figuram a relação entre esses gêneros literários, e como a especificidade de cada um é capaz de uma percepção única do nosso presente histórico.
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