Brasil
La palabra innovación, dirigida a las universidades por organismos reguladores del Estado, no puede ser comprendida sin vínculo con su condición material, histórica e ideológica. Al mismo tiempo, tal condición no se convierte en un defecto que exige la substitución por otra palabra. Buscando reflexionar sobre las filiaciones que determinan innovación en esas condiciones, nuestro objetivo es analizar el camino de sentidos sobre innovación en los instrumentos de evaluación institucional direccionados por SINAES a las Universidades, desde el referencial del Análisis del Discurso de línea materialista (AD). Como corpus de análisis, observamos la demanda por innovación social en los instrumentos de evaluación institucional de SINAES de 2014 y de 2017, cuando el instrumento fue actualizado, sustituyendo innovación social por innovación tecnológica. Considerando que las substituciones y/o silencios aún hacen sentido en el juego del dicho/no-dicho, juzgamos que por medio de estos documentos es posible investigar si tal desplazamiento desobliga la Universidad de innovar socialmente para llevarla solamente a producir innovación tecnológica mirando el mercado.
The word innovation as addressed to universities by state regulatory bodies shall not be understood unlinked to its material, historical and ideological condition. At the same time, such condition does not make it a defect requiring another word for replacement. In order to reflect on affiliations that determine innovation in such conditions, we have aimed at analyzing the path of meanings on institutional assessment instruments addressed to the universities by SINAES from the materialistic line of Discourse Analysis (DA) as referential. As a corpus of analysis, we observed requirements for social innovation on institutional assessment instruments by SINAES of 2014 and of 2017, when the instrument was updated and replaced social innovation by technological innovation. We consider the substitutions and/or silences still make sense in a said/unsaid game, we also consider that through these documents is possible investigate whether such displacement releases the university to a social innovation, to lead it to produce technological innovation with view to the market.
A palavra inovação, dirigida às universidades por órgãos reguladores do Estado, não pode ser compreendida desvinculada de sua condição material, histórica e ideológica. Ao mesmo tempo, tal condição não a torna um defeito a exigir a substituição por uma outra palavra. Procurando refletir sobre as filiações que determinam inovação nestas condições, é que objetivamos analisar o trajeto de sentidos sobre inovação nos instrumentos de avaliação institucional dirigidos pelo SINAES às universidades, a partir do referencial da Análise do Discurso de linha materialista (AD). Como corpus de análise, observamos a demanda por inovação social nos instrumentos de avaliação institucional do SINAES de 2014 e de 2017, quando da atualização do instrumento, substituindo inovação social por inovação tecnológica. Considerando que as substituições e/ou silenciamentos não deixam de fazer sentido no jogo dito/não-dito, julgamos que, por meio destes documentos, é possível investigar se tal deslocamento desobriga a universidade de inovar socialmente, para levá-la apenas a produzir inovação tecnológica com vistas ao mercado.
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