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Branca de Neve, de Lídia Jorge: sobre mulheres e princesas

    1. [1] Universidade Federal de Roraima

      Universidade Federal de Roraima

      Brasil

  • Localización: Abril: Revista do Estudos de Literatura Portuguesa e Africana - NEPA UFF, ISSN-e 1984-2090, Vol. 13, Nº. 26, 2021 (Ejemplar dedicado a: Literature and Sexualities), págs. 43-53
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Snow White, by Lídia Jorge: about women and princesses
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      This article makes an intertextual reading of the character Maria da Graça, from the short story “Branca de Neve”, by Lidia Jorge, with the Snow White from the fairy tale “Snow White and the Seven Dwarfs” by the The Brothers Grimm. As theoretical support, we use the psychoanalysis of fairy tales and an interface with gender studies. In the classic tale, the main character is a young woman, fragile, who “needs” male protection, is wronged by her stepmother, a jealous and envious woman, but strong and empowered. On the other hand, Maria da Graça has both sides of fairy tales feminine: she is strong, independent and ambitious, like the “witch”, and innocent like the “princess”, since she does not hurt the attitude of the boys who follow her, and thus as Snow White, when she finds herself alone, she needs to fight for survival. While the first is supported by the dwarves, the second is injured by the boys, the “dwarves”. In a chronicle from 2020, Lidia Jorge reflects on the importance of exposing inequality, violence and other situations that make women inferior and highlights the urgency of this discussion, considering that “the feminist struggle is a matter of balance for humanity”. The intertextuality focuses on Maria da Graça’s challenges to be successful, and like so many “flesh and blood” women, she is independent and establishes herself safely in an environment historically marked by male predominance. Nevertheless, she is not immune from physical or symbolic violence that lurks in every corner.

    • português

      Este artigo faz uma leitura intertextual da personagem Maria da Graça, do conto “Branca de Neve”, de Lídia Jorge, com a Branca de Neve do conto de fadas “Branca de Neve e os Sete Anões” dos Irmãos Grimm. Como suporte teórico, recorremos as relações dos contos de fadas com a psicanalise e a uma interface com os estudos de gênero. No conto clássico, a personagem principal e uma jovem, frágil, que “necessita” da proteção masculina, e injustiçada pela madrasta, mulher ciumenta e invejosa, mas forte e empoderada. Já Maria da Graça possui os dois lados do feminino dos contos de fadas: e forte, independente e ambiciosa como a “bruxa”, e inocente como a “princesa”, posto que não malda a atitude dos meninos que a seguem e, assim como Branca de Neve, ao se ver só, precisa lutar pela sobrevivência. A primeira conta com o apoio dos anões, enquanto a segunda e lesada pelos meninos, os “anões”. Em crônica de 2020, Lídia Jorge reflete sobre a importância de expor condições de desigualdade, violência e outras situações que inferiorizam as mulheres e ressalta a urgência dessa discussão, considerando que “a luta feminista e uma questão de equilíbrio para a humanidade”. O intertexto aqui abordado faz pensar nos desafios de Maria da Graça para ser bem-sucedida e que, como tantas mulheres “de carne e osso”, e independente e se estabelece com segurança num ambiente historicamente marcado pela predominância masculina. No entanto, ela não está isenta da violência, física ou simbólica, que espreita em cada canto.


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