Este artigo tem como objetivo apresentar a crise de insegurança nacional e do sistema prisional brasileiro, relacionando-os ao contexto de desenvolvimento do país, a partir da década de 1930, período desenvolvimentista que marca o início da industrialização e da modernização brasileira, passando pelo cenário marcado pelas políticas neoliberais do final do século XX e do período neodesenvolvimentista no início dos anos 2000. A argumentação busca demonstrar em que medida esse processo está ligado à forma como a Segurança Pública no Brasil corresponde às nuances das exigências políticas e econômicas do contexto do neoliberalismo e da globalização, guardando traços de um estado penal, altamente punitivo, que persiste historicamente.
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