Brasil
Este artigo destaca a construção e desenvolvimento de uma descolonização curricular assente em fundos de conhecimentos culturais e processos de recontextualização curricular aportados na diversidade de conhecimentos de uma comunidade quilombola. Teve por base uma pesquisa interventiva-colaborativa que assumiu como objetivo geral a construção e desenvolvimento de currículos contra-hegemônicos, no sentido de possibilitar uma maior justiça curricular e social, em contextos caracterizados por vigorosas exclusões de várias ordens. O estudo envolveu alunos e professoras do ensino fundamental, estudantes e professores/pesquisadores do ensino superior. A vivência deste currículo permitiu extrapolar o currículo hegemónico engessado a legados epistemológicos do colonialismo, em que os estudantes teceram suas práticas, a partir de redes de conhecimentos já existentes, ampliando saberes sobre a cultura da comunidade em que vivem. Permitiu o reconhecimento, reconstrução e fortalecimento de uma identidade cultural e promoveu uma maior motivação e participação ativa na construção das aprendizagens dos alunos, constituindo-se em uma possibilidade de maior justiça curricular e social.
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