Brasil
O artigo analisa a avaliação educacional a partir de sua ontologia e epistemologia. Interpreta a avaliação como práxis multifacetada e intersubjetiva construída em variadas tessituras sociais. Defende a pedagogia da avaliação educacional, isto é, que a avaliação, como forma valorativa de objetos/fenômenos educativos, pode e deve ser pedagógica, para tanto, aponta seus pressupostos epistemológicos. Investiga duas concepções contraditórias de avaliação: o controle e a emancipação, com base no exemplo do SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). Objetiva responder a seguinte pergunta: a qual destes conceitos os princípios que atualmente regem o SINAES se aproximam? De caráter teórico-analítico, o estudo fundamenta-se na perspectiva da sociologia da avaliação e vale-se de revisão bibliográfica e análise documental. Embora o SINAES tenha sido elaborado com o intuito de integrar os paradigmas contraditórios, a análise indica que, na atualidade, o Sistema concentra elementos de regulação e supervisão associando-se à ideia de avaliação como controle. Considera a avaliação educacional como campo de lutas no qual os conceitos em disputa ganham ou perdem relevância e proporção a partir da intencionalidade subjacente às práticas/políticas educativas.
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