Em 2005, no contexto de ampliação das ações estatais para o patrimônio cultural no Brasil, a Irmandade de São Benedito de Santarém Novo (Pará/BR) tornou-se um polo de militância do carimbó e berço de uma campanha que demandava o registro da manifestação como patrimônio imaterial pelo IPHAN. Tal reinvenção de sentidos e práticas foi consequência de sua inserção em um novo circuito de relações: alguns de seus representantes integraram espaços participativos que o MinC começara a promover, participando de um intenso processo de circulação e de trocas entre fazedores culturais em encontros regionais e nacionais. A partir desse caso, são analisadas as relações entre música e política. Como é o musicar produzido em associação a ativismos e a políticas públicas? Interessa explorar como o carimbó, seus sons, dança, poesia e sociabilidade se relacionam com o universo das políticas públicas e entender como é simultaneamente patrimônio, fazer musical e fazer político.
In 2005, during the expansion of the Brazilian State actions for cultural heritage, São Benedito’s Brotherhood of Santarém Novo (Pará / BR) became a reference of cultural militancy and the cradle of a campaign that demanded the registration of carimbó as an immaterial patrimony by the National Institute of Historic and Artistic Heritage/IPHAN. These new meanings and practices were the consequence of new relations: some of their representatives become to integrate participative forums promoted by the Ministry of Culture, taking part on an intense process of circulation and exchanges among cultural makers, both in regional and national meetings. From this case, I analyze the relations between music and politics. How is a music making produced in association with activism and public policy? The aim is to explore how carimbó, in its sounds, dance, poetry and sociability are related to the universe of public policies and understand how it is simultaneously heritage, both musical and political.
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