This article aims to discuss the most recent theories about memory, mainly through Umbandista rituals based on the figure of the old-blacks (known as pretos-velhos in Portuguese). Starting from the concepts of traumatic memory, cultural memory and monumentalization, we hope to better understand the construction process of this enslaved elderly in umbanda terreiros and also in popular culture in general. Their representations in images, the mediums attitude during the rituals in which they declared to be incorporated by the old-blacks spirits and the forgetfulness and silencing linked to this representation are scrutinized in order to examine the daily processes of resignification of the slavery memories in these environments, as well as the overflows that it may bring in social terms.
A proposta do artigo é realizar uma discussão das teorias mais recentes acerca da memória à luz, sobretudo, dos rituais umbandistas centrados na figura dos pretos-velhos. Partindo dos conceitos de memória traumática, memória cultural e monumentalização, almejamos compreender um pouco melhor o processo de construção desse escravizado idoso nos terreiros de umbanda e na cultura popular de maneira geral. Suas representações em imagens, a postura dos médiuns no momento em que se declaram incorporados e os esquecimentos e silenciamentos vinculados a esta representação são esmiuçados no intuito de perscrutar os processos cotidianos de ressignificação das memórias do cativeiro nesses ambientes, bem como os transbordamentos que podem provocar em termos sociais.
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