A intervenção do educador social tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social dos indivíduos, criando condições para melhorar a sua qualidade de vida e bem-estar em geral. Neste sentido, é essencial que o profissional também apresente níveis de bem-estar subjetivo adequados. Para analisar estes níveis, bem como a importância de variáveis de caracterização geral no âmbito do bem-estar subjetivo de futuros profissionais de educação social, realizou-se um estudo ex-post-facto, de carácter exploratório, com 75 estudantes de ensino superior (48% de educação social), sendo a maioria mulheres (78%). Os participantes preencheram um questionário sociodemográfico, a Escala de Satisfação com a Vida e as Escalas de Afetividade Positiva e Negativa. Utilizaram-se técnicas estatísticas não paramétricas, com recurso ao SPSS IBM-24, assumindo-se um grau de confiança de 95% na análise dos resultados. Os estudantes de educação social apresentaram níveis muito adequados de bem-estar. A prioridade de escolha do curso mostrou-se relevante na satisfação com a vida (p=.044), com vantagem para a primeira prioridade. Verificaram-se diferenças significativas na afetividade positiva (p=.019), desfavoráveis aos futuros educadores sociais quando comparados com os restantes estudantes. Revela-se assim fundamental refletir sobre os efeitos da formação, apontando propostas de intervenção para as instituições de ensino superior, de modo a preparar estes profissionais para a realidade do mundo do trabalho em áreas de intervenção estreitamente vinculadas ao sofrimento humano
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