In this paper, I analyze the thematic development of William Blake’s satanic figure, the character named Orc, in the illuminated poems entitled Continental Prophecies, which concern the books America: A Prophecy (1793), Europe: A Prophecy (1794) and The Song of Los (1795), the latter being divided into two parts, Africa and Asia. My discussions relates to three instances: religious, social and artistic. This concept is conceived by Peter Schock (2003) as a “Cultural Matrix”. As critical support, I approach authors like Behrendt (1992), Hutton (1998), and Makdisi (2003), who study the problem of the satanic figure in Blake’s works. This study explores how Blake’s art opens a dialogues with the revolutions of the eighteenth century, by discussing its religious, political and artistic influences, and offering a view of Blake's satanic ideal.
Neste estudo, analiso o desenvolvimento temático da figura satânica de William Blake, a personagem Orc, nos poemas iluminados denominados de “Continental Prophecies”, compostos pelas obras America A Prophecy (1793), Europe A Prophecy (1794) e The Song of Los (1795), este dividido em duas partes, Africa e Asia. Nessas obras, Blake articula temas como apocalipse, energia, imaginação e revolução — em relação à Revolução Francesa e à Americana — e tece críticas ao pensamento político, religioso e artístico do período. Minha discussão é desenvolvida em um constante diálogo entre três instâncias: religiosa, social e artística. Tal concepção é abordada por Peter Schock (2003), tratada como “Matriz Cultural”. Este estudo explora como a arte de Blake dialoga com as revoluções do século XVIII, sobretudo a Francesa e a Americana, discuti suas influências religiosas, políticas e artísticas, além de oferecer uma concepção acerca do ideal satânico de Blake, suas reinterpretações e subversões.
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