Brasil
Esta pesquisa realizou uma reflexão sobre o filme Pedreira de São Diogo (1962), do cineasta Leon Hirszman (1937-1987). Tratou-se de uma pesquisa que buscou compreender o processo criativo de Hirszman nesse curta-metragem, sua produção e circulação e as motivações que o fizeram eleger e representar o operário como protagonista de sua produção cinematográfica inaugural. Deste modo, respeitando cada uma das etapas da realização cinematográfica, a dissertação foi dividida em três partes, cada uma apresentou-se com uma metodologia específica para seu desenvolvimento. Na primeira, o estudo buscou, por meio da “Crítica de Processo” (SALLES, 2006), compreender a criação deste filme a partir dos documentos produzidos no percurso de sua realização, sendo os mesmos disponíveis na Cinemateca Brasileira (SP) e no Arquivo Edgard Leuenroth - AEL (Unicamp). Posteriormente, a pesquisa refletiu acerca da produção do curtametragem, examinando seu caderno de continuidade e os periódicos impressos contemporâneos a sua produção, além de analisar sua narrativa cinematográfica e suas influências estéticas. Na última etapa, houve o trabalho de pesquisa sobre a recepção crítica do filme, por meio das resenhas publicadas, das ponderações sobre as divergências ideológicas entre as lideranças políticas do Centro Popular de Cultura e os cineastas do Cinema Novo e a representação do operário proposta por Hirszman por meio do conceito de “popular” (RAMOS, 2000; e BERNARDET; GALVÃO, 1983).
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