Brasil
A presente pesquisa analisa e compara o processo criativo de dois filmes de Andrea Tonacci: Interprete Mais, Pague Mais (1974-1995) e Serras da Desordem (2006), com foco na relação do cineasta com os atores documentados, investigando a questão da encenação, performatividade e teatralidade. No primeiro filme, ao documentar a crise de um grupo de teatro, Tonacci explora a teatralidade inerente à realidade que documenta, resultando em uma presentificação que só existe através de seu registro cinematográfico. No segundo filme, ele encena a vida de um índio com o próprio índio, encontrando na reconstituição da vida do outro uma narrativa essencialmente autobiográfica. A comparação dos dois procedimentos visa ao confronto e a uma possível aproximação entre as diferentes formas de mise en scène/mise en présence no ato de filmar do cineasta, bem como a um entendimento das diferentes formas de encenar/presentificar o real no cinema de ficção e documentário.
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