Brasil
Este artículo indaga sobre la presencia y el papel de las emociones en manuales escolares que abordan temáticas ligadas a la higiene y la salud.
Para ello examina un corpus de manuales producidos entre las décadas de 1920 y 1950, que tenían como destinatarios, entre otros públicos, a los niños que frecuentaban las escuelas primarias del estado de São Paulo, Brasil. Se detiene específicamente en el análisis del lenguaje utilizado, buscando captar la dimensión afectiva presente en el tratamiento de temas como el aseo, la alimentación, las enfermedades y las formas de prevención, tanto de los males que atacaban el físico como aquellos considerados desarreglos morales.
El examen de los textos seleccionados sugiere que su composición se articula a la posibilidad de trasmitir un conjunto de conocimientos sobre la salud, presentados bajo el signo de la ciencia y la razón, con la intención de que sus lectores se previnieran contra las enfermedades y sus consecuencias. La indagación sobre el lenguaje utilizado en el tratamiento de los temas permite captar la carga afectiva que envuelve el abordaje de las cuestiones de higiene y salud, colocando en el escenario el recurso de las emociones para sustentar un proyecto que buscaba, en última instancia, la adhesión a un modo de vida saludable, civilizado y moralmente aceptado, que solo sería alcanzado por medio de la interiorización, por parte de los infantes, de las reglas de comportamiento prescritas
Este artigo indaga sobre a presença e o papel das emoções em manuais escolares que abordam temáticas ligadas à higiene e à saúde. Para tanto, examina um corpus de manuais produzidos entre as décadas de 1920 e 1950, os quais tinham como destinatários, entre outros públicos, as crianças que frequentavam as escolas primárias do estado de São Paulo, Brasil. Detém-se, de modo mais específico, na análise da linguagem utilizada, buscando captar a dimensão afetiva presente no tratamento de temas como o asseio, a alimentação, as doenças e as formas de prevenção, tanto dos males que atacavam o físico, quanto daqueles considerados como desregramentos morais. O exame dos textos selecionados sugere que a sua composição se articula à possibilidade de transmissão de um conjunto de conhecimentos sobre a saúde, apresentados sob o signo da cientificidade e da razão, com o intento de permitir que os seus leitores se prevenissem das doenças e de suas consequências. A indagação acerca da linguagem acionada no tratamento dos temas permite flagrar a carga afetiva de que é investida a abordagem das questões de higiene e saúde tematizadas, possibilitando pôr em cena o recurso às emoções em que se pautava um projeto que visava, em última instância, à adesão a um modo de vida saudável, civilizado e moralmente aceito, o qual seria al cançado por meio da internalização, por parte das crianças, das pautas de comportamento prescritas.
This article delves into the presence and role played by emotions in schoolbooks dealing with themes related to hygiene and health. To do so, we examine a corpus of textbooks produced between 1920 and 1950, designed for, among others, children attending elementary schools in the state of São Paulo, Brazil. The article focuses, more specifically, on the analysis of the language used in these books, trying to capture the affective dimension present in the treatment of themes such as cleanliness, eating habits, diseases and prevention methods, both for problems concerning the physical body and those considered to be of a moral dimension. An analysis of the textbooks reveals that their contents are meant to convey information about health in an emotional way, where in the name of science and logic, an effort is made to encourage readers to guard themselves against diseases and their consequences. An examination of the language used for dealing with these themes shows us to what degree an affective approach was taken with regard to hygiene and health issues. A strong appeal was made to the emotions in procuring adherence to a healthy, civilized and morally accepted lifestyle, one that could be achieved through the children’s internalization of the prescribed behavior agenda.
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