O presente artigo problematiza uma aproximação entre a Geografia da fome (1946), de Josué de Castro, com os dados de insegurança alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2004. Para alcançar tal objetivo parte-se da colocação da fome como uma impossibilidade material; retoma-se as concepções de fome endêmica e de fome epidêmica em Castro e as definições de fome e insegurança alimentar do IGBE; frisa-se as particularidades dos dados e as diferentes delimitações geográficas utilizadas nos dois momentos para apresentar e representar cartograficamente as duas condições históricas e geográficas. Nesse processo, percebe-se similaridades e particulares em relação aos mesmos, ambos marcados pela acentuada presença da fome no território brasileiro.
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