A competição, sobretudo em mercados internacionais do sector dos vinhos, intensificou-se nos últimos anos, como consequência da queda de barreiras alfandegárias (Organização Mundial do Comércio - OMC) e das especificidades da União Europeia (Organização Comum de Mercado do Vinho - OCMV). Neste contexto, torna-se importante abordar a competitividade das empresas vitivinícolas da região do Alentejo, alicerçada nas suas estruturas organizacionais e opções estratégicas, tendo como referenciais os postulados de três autores de referência da estratégia: Michael Porter, Gary Hamel e Henry Mintzberg. No final do século XX os Vinhos do Alentejo conquistaram a fama e a simpatia de muitos consumidores, facto que se comprova quando se verifica que esta região produz e vende cerca de metade dos vinhos de qualidade (vinhos com denominação de origem e vinhos regionais) consumidos em Portugal. Contudo, os produtores alentejanos diferenciam-se pela particularidade de poderem ser cooperativos ou particulares, e apresentarem diferentes estruturas de organização, tomada de decisão e, formas de actuação no mercado. O objectivo desta reflexão consiste em diagnosticar as estruturas e estratégias empresariais existentes nestes dois distintos tipos de empresas (privadas e cooperativas), bem como perspectivar a sua actuação para conseguirem sucesso num mercado que, também neste sector, se revela cada vez mais global e exigente
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