Organisms exposed to uncontrollable aversive stimuli subsequently show difficulties in operant learning, an effect known as learned helplessness. Prior exposure to controllable aversive stimuli can prevent, totally or partially, this effect (referred to as immunization). The present study aimed to investigate whether prior exposure to different intensities of electric shocks could produce varying levels of immunization. Three sessions were conducted: (1) escape contingency (snout-poking), with shocks of 0,6 or 1,0 mA; (2) uncontrollable shocks at 1,0 mA; and (3) test session with an escape contingency (jumping), also with 1,0 mA shocks. Thirty-two rats were divided into four groups (n = 8): NN, NI, CI 1,0, and CI 0,6. Subjects in groups CI 0,6 and CI 1,0 participated in all three sessions, differing only in the shock intensity of the first session (0,6 or 1,0 mA, respectively); subjects in group NI participated in Sessions 2 and 3; and those in group NN only in Session 3. Results showed that, in Session 1, CI 1,0 subjects learned the escape response, while CI 0,6 subjects showed only incipient learning; in Session 3, only the NI group failed to acquire the escape response; CI 1,0 animals showed learning patterns similar to the NN group, and CI 0,6 animals learned more slowly but eventually reached comparable performance levels. These results replicate the effects of learned helplessness (NI group) and immunization (CI 0,6 and CI 1,0). They also suggest that shock intensity may influence learning patterns during both initial exposure and testing. Possible variables to be controlled in future studies are discussed to better understand what determines different patterns of immunization
Organismos expostos a estímulos aversivos incontroláveis apresentam posteriormente dificuldade na aprendizagem operante, efeito denominado “desamparo aprendido”. A exposição prévia a estímulos aversivos controláveis pode impedir, total ou parcialmente, o desamparo aprendido (denominado efeito de “imunização”). O presente estudo teve como objetivo verificar se a exposição prévia a diferentes intensidades dos choques elétricos poderia produzir diferentes níveis de imunização. Foram realizadas três sessões: 1) contingência de fuga (focinhar), choques de 0,6 ou 1,0 mA); 2) choques incontroláveis de 1,0 mA; 3) teste com contingência de fuga (saltar), choques de 1,0 mA). Trinta e dois ratos foram divididos em quatro grupos (n=8): NN, NI, CI 1,0 e CI 0,6. Os sujeitos dos Grupos CI 0,6 e CI 1,0 participaram das três sessões, diferindo entre si quanto à intensidade do choque na primeira delas (0,6 ou 1,0 mA, respectivamente); os do Grupo NI participaram das Sessões 2 e 3, e os do Grupo NN apenas da Sessão 3. Os resultados mostraram que, na Sessão 1, os sujeitos CI 1,0 aprenderam fuga e os CI 0,6 mostram aprendizagem incipiente; na Sessão 3, apenas os sujeitos do grupo NI não aprenderam a resposta de fuga; os animais CI 1,0 aprenderam com padrão semelhante aos NN, e os CI 0,6 aprenderam mais lentamente, equiparando-se aos dois anteriores nos blocos finais. Esses resultados replicam os efeitos de desamparo aprendido (Grupo NI) e imunização (CI 0,6 e CI 1,0). Eles também sugerem que a intensidade dos choques pode interferir no padrão de aprendizagem, tanto na primeira exposição aos choques como no teste. Discutem-se possíveis variáveis a serem controladas em estudos futuros para identificar o que determina diferentes padrões de imunização.
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