Perú
La situación de las(os) adolescentes migrantes venezolanas(os) no acompañadas(os) en el Perú plantea retos al sistema de protección estatal existente. Este artículo analiza las tensiones entre las medidas de protección institucional y el reconocimiento de la autonomía progresiva de estas(os) adolescentes, a partir de entrevistas a 37 funcionarias(os) públicas(os) y representantes de organizaciones humanitarias en Lima, Tumbes y Chiclayo, así como a ocho adolescentes migrantes en estas ciudades y en Puno. El estudio revela que, si bien la normativa nacional incorpora estándares internacionales de protección, la respuesta estatal se centra en la institucionalización, con escasas estrategias que promueven trayectorias autónomas y seguras. Desde las voces adolescentes —marcadas por experiencias de trabajo, embarazo, reunificación familiar o captación por redes de trata— se evidencian distintas formas de ejercer la autonomía en contextos de vulnerabilidad.
The situation of unaccompanied Venezuelan adolescent migrants in Peru poses challenges to the existing state protection system. This article analyzes the tensions between institutional protection measures and the recognition of the progressive autonomy of these adolescents, based on interviews with 37 public officials and representatives of humanitarian organizations in Lima, Tumbes, and Chiclayo, as well as eight adolescent migrants in these cities and in Puno. The study reveals that, although national regulations incorporate international protection standards, the state response focuses on institutionalization, with few strategies that promote autonomous and safe trajectories. From the adolescents’ voices —marked by experiences of work, pregnancy, family reunification, or recruitment by trafficking networks— different ways of exercising autonomy in contexts of vulnerability are evidenced.
A situação das(os) adolescentes migrantes venezuelanas(os) não acompanhadas(os) no Peru apresenta desafios ao sistema estatal de proteção existente. Este artigo analisa as tensões entre as medidas de proteção institucional e o reconhecimento da autonomia progressiva dessas(es) adolescentes, a partir de entrevistas com 37 funcionárias(os) públicas(os) e representantes de organizações humanitárias em Lima, Tumbes e Chiclayo, bem como com oito adolescentes migrantes nessas cidades e em Puno. O estudo revela que, embora a regulamentação nacional incorpore padrões internacionais de proteção, a resposta estatal concentra-se na institucionalização, com poucas estratégias que promovem trajetórias autônomas e seguras. A partir das vozes adolescentes —marcadas por experiências de trabalho, gravidez, reunificação familiar ou aliciamento por redes de tráfico— evidenciam-se diferentes formas de exercer a autonomia em contextos de vulnerabilidade.
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