O desenvolvimento da economia de mercado em nações que seguem uma orientação “socialista” criou um paradoxo acadêmico: como um sistema filosófico fundado em uma crítica ao capitalismo pode ser reconciliado com o mecanismo de mercado, sendo este o principal motor do capitalismo? Esta pesquisa objetiva analisar a “dialética marxista” como um referencial teórico para abordar e gerenciar essa contradição inerente. Argumentamos que a filosofia marxista oferece uma perspectiva dupla: primeiramente, reconhece a economia de mercado como um “instrumento historicamente necessário” para o desenvolvimento das forças produtivas a um nível elevado; em segundo lugar, identifica claramente as “contradições inerentes” do mercado (exploração, alienação, desigualdade). Com base nisso, a filosofia marxista fornece a fundação para o modelo da “Economia de Mercado de Orientação Socialista”, mantendo o papel crucial de controle do Estado Socialista na regulação da desigualdade e na orientação do desenvolvimento para objetivos humanitários. A análise demonstra que o desenvolvimento da economia de mercado dentro do contexto socialista não é um abandono do marxismo, mas sim uma aplicação criativa da dialética à realidade histórica, transformando o instrumento de mercado de um sistema espontâneo em um meio orientado a fins, servindo ao desenvolvimento integral da humanidade. Propõem-se pesquisas futuras para analisar quantitativamente a eficácia desses instrumentos de controle.Palavras-chave: Dialética; Filosofia Marxista; Economia de Mercado Contemporânea; Economia de mercado de orientação socialista
The development of the market economy in nations pursuing a “Socialist” orientation has created an academic paradox: how can a philosophical system founded upon a critique of capitalism be reconciled with the market mechanism, which is the primary driver of capitalism? This research aims to analyze “Marxist dialectics” as a theoretical framework to address and manage this inherent contradiction. We argue that Marxist philosophy offers a dual perspective: firstly, it recognizes the market economy as a “historically necessary instrument” for the development of productive forces to a high level; secondly, it clearly identifies the market’s “immanent contradictions” (exploitation, alienation, inequality). Based on this, Marxist philosophy provides the foundation for the model of the “Socialist-Oriented Market Economy” by maintaining the crucial controlling role of the Socialist State in regulating inequality and guiding development toward humanitarian goals. The analysis demonstrates that the development of the market economy within the Socialist context is not an abandonment of Marxism, but rather a creative application of dialectics to historical reality, transforming the market instrument from a spontaneous system into a goal-oriented means, serving the comprehensive development of humanity. Future research is proposed to quantitatively analyze the effectiveness of these controlling instruments.
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