Brasil
Gouskova (2004), in the framework of Optimality Theory proposes a constraint schemata called Relational Alignment in order to evaluate the harmony of consonantal clusters in syllabic contact in terms of sonority distance between segments (*DISTANCE). In this study, we analyze the mapping of this type of clusters in Portuguese. For that, we use the following scale: non-sibilant obstruents with a sonority degree equals to 0, sibilant obstruents 1, nasals 2, liquids 3, glides 4 and vowels 5. Thus, consonantal clusters are faithful when there is decreasing sonority distance, for example, [r.t] parte(-3), [n.t] santo(-2), [s.p] caspa(-1); and unfaithful when there is sonority plateau or increasing sonority, for instance, [p.t] apto(0), [p.s] opção(1) and [t.m] ritmo(2), vowel epenthesis occurs in these cases: ap[i]to,op[i]ção, rit[i]mo. In earlier work (KELLER, 2010), we have found that the interaction among *DISTANCE and Faithfulness and Markedness constraints is responsible for the faithful mapping of tautosyllabic clusters sucha s "tr" trave and "pl" pluma and for the occurrence of vowel epenthesis (p[i]neu, g[i]nomo). However, this study indicates that the interaction of these constraints is not sufficient to examine the mapping of heterosyllabic clusters.
Gouskova (2004), no âmbito da Teoria da Otimidade, propõe um mecanismo de formulação de restrições denominado Alinhamento Relacional a fim de avaliar a harmonia de combinações de consoantes em contato silábico em termos de distância de sonoridade entre os segmentos (*DISTANCE). Neste trabalho, analisamos o mapeamento desse tipo de encontro consonantal em português. Para tanto, adotamos a seguinte escala: obstruintes não-sibilantes têm grau de soância 0, obstruintes sibilantes 1, nasais 2, líquidas 3, glides 4 e vogais 5. Dessa forma, sequências consonantais heterossilábicas são fieis quando apresentam distância de sonoridade decrescente, por exemplo, [r.t] parte (-3), [n.t] santo (-2), [s.p] caspa (-1); são infieis quando há plateau ou sonoridade crescente, por exemplo, [p.t] apto (0), [p.s] opção (+1) e [t.m] ritmo (+2), nesses casos ocorre epêntese vocálica: ap[i]to,op[i]ção, rit[i]mo. Em trabalho anterior (KELLER, 2010), verificamos que a interação entre as restrições *DISTANCE e restrições de marcação e fidelidade dá conta da emergência de sequências consonantais tautossilábicas fieis ao input, tais como, “tr” (trave) e “pl” (pluma) e da ocorrência de epêntese vocálica (p[i]neu, g[i]nomo). No entanto, este estudo indica que a interação apenas dessas restrições não é suficiente para analisar o mapeamento dos encontros heterossilábicos em português.
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