Temuco, Chile
El artículo presenta resultados de investigación que problematizan en torno a la hegemonía del saber científico en el currículum escolar de Ciencias Naturales correspondiente al primer ciclo de enseñanza básica en el sistema educativo escolar chileno. La metodología es cualitativa con un carácter interpretativo, se analizaron las bases curriculares de la asignatura de ciencias naturales de primer ciclo de enseñanza básica. La información se abordó desde un análisis temático. Los principales hallazgos evidencian presencia del cientificismo en el discurso curricular, lo que se traduce en la invisibilización, negación u omisión de saberes distintos al hegemónico.
Asimismo, se constata la existencia de una injusticia epistémica estructural, expresada en la exclusión de conocimientos situados. En base a ello, sostenemos que esta exclusión contribuye a reproducir una lógica curricular monocultural, alejada de la realidad sociocultural de estudiantes que cursan su educación escolar en escenarios educativos con diversidad social y cultural. Concluimos que es necesario avanzar hacia una revisión crítica del currículum de ciencias, que reconozca e integre otros sistemas de conocimiento, favoreciendo procesos formativos pertinentes, inclusivos y culturalmente relevantes.
Este artigo apresenta resultados de pesquisa que problematizam a hegemonia do conhecimento científico no currículo de Ciências Naturais do primeiro ciclo do ensino fundamental no sistema escolar chileno. A metodologia é qualitativa e interpretativa, analisando os marcos curriculares da disciplina de Ciências Naturais no primeiro ciclo do ensino fundamental. A informação foi abordada por meio de análise temática. Os principais resultados demonstram a presença do cientificismo no discurso curricular, que se traduz na invisibilidade, negação ou omissão de saberes diferentes do hegemônico. Além disso, confirma-se a existência de uma injustiça epistêmica estrutural, expressa na exclusão do saber situado. Com base nisso, argumentamos que essa exclusão contribui para a reprodução de uma lógica curricular monocultural, dissociada da realidade sociocultural dos alunos que frequentam escolas em contextos educacionais com diversidade social e cultural. Concluímos que é necessário avançar rumo a uma revisão crítica do currículo de ciências, que reconheça e integre outros sistemas de conhecimento, fomentando processos educativos relevantes, inclusivos e culturalmente apropriados.
This article presents research results that problematize the hegemony of scientific knowledge in the Natural Sciences curriculum for the first cycle of basic education in the Chilean school system. The methodology is qualitative and interpretive; the curricular foundations of the natural sciences subject in the first cycle of basic education were analyzed. The information was approached through thematic analysis. The main findings demonstrate the presence of scientism in the curricular discourse, which translates into the invisibility, denial, or omission of knowledge other than the hegemonic one. Furthermore, the existence of a structural epistemic injustice is confirmed, expressed in the exclusion of situated knowledge. Based on this, we argue that this exclusion contributes to reproducing a monocultural curricular logic, removed from the sociocultural reality of students who pursue their schooling in educational settings with social and cultural diversity. We conclude that it is necessary to move toward a critical review of the science curriculum that recognizes and integrates other knowledge systems, fostering relevant, inclusive, and culturally relevant educational processes.
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