This essay proposes a multidimensional model based on an alternative philosophical approach to human-AI interaction to support the debate on research agendas, practices, and educational policies aimed at promoting critical artificial intelligence (AI) literacy in Brazilian society. It specifically addresses opaque connectionist generative AI systems based on large natural language models that are accessible online or through apps to the general public in Brazil today. Our bibliographic research of relevant international reviews showed that, given the “foundational” dimension of this technology, there is a need to consider additional dimensions of its sociocultural, ethical, and epistemic impacts, as well as to propose alternative approaches to literacy events and practices associated with it. This will allow us to imagine, discuss, and investigate critical AI literacies in a manner aligned with the proposal of a Critical Posthumanist Applied Linguistics put forward by Alastair Pennycook in recent years. Instead of discussing this type of system discursively through metaphors and personifications that mystify its functioning and separate the subject (human) and the object (tool) of knowledge, we propose an ecological view of AI as cognitive assemblage (AI = machines + humans), as suggested by Katherine Hayles. Furthermore, we propose applying principles of the postphenomenology of technology to the analysis of literacy events performed between humans and text generative AI agents, facilitating the study of how the natural language interface enables the effects of meaning of “intelligence” and “quasi-subjectivity” to the AI agent. We conclude with illustrative examples of how the model can be used by policymakers and critical education methodists to guide educational activities and/or by applied linguists who wish to investigate these literacy events from this posthumanist perspective.
Este ensaio propõe um modelo de múltiplas dimensões, baseado em um enfoque filosófico alternativo da interação humano - IA para subsidiar o debate sobre agendas de pesquisa, práticas e políticas educacionais voltadas para a promoção de letramentos críticos de inteligência artificial (IA) na sociedade brasileira. Aborda, particularmente, sistemas conexionistas opacos de IA generativa baseados em grandes modelos de linguagem natural acessíveis online ou por aplicativos ao público leigo hoje no Brasil. Nossa pesquisa bibliográfica de revisões internacionais pertinentes mostrou que, em vista da dimensão “fundacional” dessa tecnologia, há a necessidade de considerarem-se dimensões adicionais dos seus impactos socioculturais, éticos e epistêmicos, assim como de se propor enfoques alternativos sobre os eventos e práticas de letramento a eles associados para que se possa imaginar, debater e investigar letramentos críticos de IA de maneira alinhada à proposta de uma Linguística Aplicada Pós-humanista Crítica, feita por Alastair Pennycook em anos recentes. Em lugar de tratar esse tipo de sistema discursivamente por meio de metáforas e personificações que mistificam seu funcionamento, e que separam sujeito (humano) e objeto (ferramenta) do conhecimento, propomos uma visão ecológica da IA como assemblagem cognitiva (IA = máquinas + humanos), tal qual proposta por Katherine Hayles. Ademais, propomos a aplicação de princípios da pós-fenomenologia da tecnologia à análise dos eventos de letramento performados entre humanos e agentes de IA generativa de textos, facilitando o estudo de como a interface de linguagem natural habilita os efeitos de sentido de “inteligência” e “quase-subjetividade” ao agente de IA. Concluímos com exemplos ilustrativos de como o modelo pode ser utilizado por formuladores de políticas e metodólogos de educação crítica para nortear atividades educacionais e/ou por linguistas aplicados que desejem investigar esses eventos de letramento por essa ótica pós-humanista.
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