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Tosatti, Natália Moreira
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Silva, Renato Caixeta da
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This paper focuses on face-to-face interactions between examiner and candidate in the oral exam of Celpe-Bras, the Brazilian exam for certification of proficiency in Portuguese for foreigners, developed and issued by the Brazilian Ministry of Education (MEC). Our aim is to analyze, from the theoretical framework of Discourse Analysis, how the discursive construction of ethos occurs in these interactions, more specifically in the first five minutes of conversation - known as "ice breakers" - aimed at topics of the examinee’s personal interest, informed by him / her in the application forms. The choice for this moment is justified for its being an interaction that tends to be less tense and more natural, serving as preparation for the continuity of the oral examination. The corpus is composed of three interactions with participants from different origins: Denmark, Argentina and Turkey. In this analysis, we understand the idea of ethos from Maingueneau’s conception, as well as the important contributions by Ducrot (1984), Goffman (1995), Amossy (2016), and Brown and Levinson (1987). Data show that the participants are collaborative not only in the construction of the ethos of themselves, but also of the institutional ethos, marked by demonstrations of closeness and cordiality.
Este trabalho focaliza interações face a face entre examinador e examinando na prova oral do Celpe-Bras, exame brasileiro destinado à emissão do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros, desenvolvido e outorgado pelo Ministério da Educação (MEC). Nosso objetivo consiste em analisar, a partir do arcabouço teórico da Análise do Discurso, como se dá a construção discursiva do ethos nessas interações, mais especificamente nos primeiros cinco minutos de conversa – conhecidos como “quebra-gelo” - destinados a tópicos de interesses pessoais do examinando, informados por ele nos formulários de inscrição. A escolha desse momento se justifica por se tratar de uma interação que tende a ser menos tensa e mais natural, servindo de preparação para a continuidade do exame oral. O corpus é composto por três interações, contando com participantes de diferentes origens: Dinamarca, Argentina e Turquia. Nesta análise, estamos compreendendo ethos a partir da concepção de Maingueneau, sendo igualmente importantes as contribuições de Ducrot (1984), Goffman (1995), Amossy (2016), assim como de Brown e Levinson (1987). Os dados evidenciam que os participantes são colaborativos não só na construção do ethos de si próprios, mas também do ethos institucional, marcado por demonstrações de proximidade e cordialidade.
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