Este estudio ofrece un análisis exhaustivo de cómo las plataformas digitales como Uber, Glovo y Airbnb configuran las dinámicas laborales mediante discursos que ensalzan la autonomía y la flexibilidad. A partir de una metodología cualitativa –basada en 73 entrevistas en profundidad realizadas durante la pandemia a trabajadores–, el análisis muestra una marcada contradicción entre la independencia promovida por estas compañías y las realidades cotidianas de los trabajadores: precarización laboral, un control algorítmico intensivo y una notable falta de protección social. Se realiza un análisis crítico de los discursos corporativos, examinando cómo influyen en la construcción de la identidad laboral y cómo los trabajadores los reinterpretan y transforman para negociar mejores condiciones. Se identifican patrones significativos de resistencia y adaptación que desafían activamente la lógica dominante de la individualización y la autoexplotación, y se cuestiona de forma crítica el concepto del yo neoliberal, demostrando que su manifestación no es uniforme ni inevitable, sino que varía considerablemente según el contexto socioeconómico y las estrategias individuales y colectivas de los trabajadores. Se concluye que, aunque las plataformas obstaculizan sistemáticamente la acción colectiva, surgen redes de apoyo orgánico y estrategias organizativas innovadoras que cuestionan de raíz este modelo y abren debates cruciales sobre nuevas formas de resistencia en la economía digital contemporánea.
Este estudo apresenta uma análise exaustiva sobre como plataformas digitais como Uber, Glovo e Airbnb moldam as dinâmicas laborais através de discursos que exaltam a autonomia e a flexibilidade. A partir de uma metodologia qualitativa — baseada em 73 entrevistas detalhadas realizadas a trabalhadores durante a pandemia —, a análise evidencia uma contradição marcante entre a independência promovida por essas empresas e a realidade cotidiana dos trabalhadores: precariedade laboral, controle algorítmico intensivo e notável falta de proteção social. Realiza-se uma análise crítica dos discursos corporativos, mostrando como eles influenciam a construção da identidade laboral, assim como a forma pela qual os trabalhadores reinterpretam e transformam essas lógicas para negociar melhores condições. São identificados padrões significativos de resistência e adaptação que desafiam ativamente a lógica dominante da individualização e da autoexploração. O estudo questiona criticamente o conceito do eu neoliberal, demonstrando que a sua manifestação não é uniforme nem inevitável, variando consideravelmente em função do contexto socioeconômico e das estratégias individuais e coletivas dos trabalhadores. Conclui-se que, apesar das plataformas dificultarem sistematicamente a ação coletiva, emergem as redes de apoio orgânicas e estratégias organizacionais inovadoras que desafiam a raiz esse modelo, abrindo debates cruciais sobre novas formas de resistência na economia digital contemporânea.
This study provides a comprehensive analysis of how digital platforms such as Uber, Glovo, and Airbnb influence labor dynamics through discourses that praise autonomy and flexibility. Using a qualitative methodology based on 73 in-depth interviews conducted with workers during the pandemic, the analysis reveals a clear contradiction between the independence promoted by these companies and the daily reality of workers: insecure jobs, intense algorithmic control, and a notable lack of social protection. The research conducts a critical analysis of corporate discourses and shows how they influence the construction of work identity and how workers reinterpret and reshape this logic to negotiate better conditions. Significant patterns of resistance and adaptation are identified that actively challenge the prevailing logic of individualization and self-exploitation. The concept of the neoliberal self is critically scrutinized and it is shown that its manifestation is neither uniform nor inevitable, but varies considerably depending on the socioeconomic context and the individual and collective strategies of workers. The study concludes that while platforms systematically hinder collective action, organic support networks and innovative organizing strategies are emerging that fundamentally challenge this model and open up crucial debates about new forms of resistance in today’s digital economy
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados