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Práticas insurgentes na educação em saúde em um curso de Medicina: confluências afropindorâmicas

  • Autores: Maria Lidiany Tributino de Sousa
  • Localización: ODEERE, ISSN-e 2525-4715, Vol. 10, Nº. 1, 2025 (Ejemplar dedicado a: Confluencias Afropindorámicas: currículos y didácticas insurgentes en la educación), págs. 164-177
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Prácticas insurgentes en la educación sanitaria en un curso de Medicina: confluencias afropindóricas
    • Insurgent practices in health education in a Medicine course: afro-pindoramic confluences
  • Enlaces
  • Resumen
    • español

      El espacio académico se construye epistemológicamente a partir de estructuras coloniales que han colocado el conocimiento en espacios de silenciamiento y subalternidad del conocimiento. La experiencia en un curso de Medicina, mayoritariamente blanca y con proyectos pedagógicos que abordan cuestiones étnico-raciales como tema transversal en algunos componentes y responsabilidad de pocos docentes, me hizo una pregunta: ¿cómo crear estrategias para las insurgencias epistemológicas y metodológicas que se opongan al marco colonial de producción de conocimiento? Por lo tanto, relato una experiencia docente en el componente de Educación para la Salud de un curso de medicina. Las actividades realizadas incluyeron levantamiento de conocimientos previos, problematización del concepto de Educación en Salud, narrativas, cine, conversaciones con mujeres de oración, visitas a servicios de salud, círculos de diálogo y teatro de los oprimidos, con referencias nacionales, quilombolas, indígenas y feministas negras. Estas actividades nos llevaron a problematizar el colonialismo y acercarnos al conocimiento local. Como resultado, tuvimos la amplificación de voces sobre educación, salud, cuerpo, cuidados que son silenciadas por los discursos dominantes, trayendo referencias y discusiones que se oponen a los marcos coloniales. Es importante construir comunidades pedagógicas que alienten el sueño de una Educación Antirracista y Democrática.

    • English

      The academic space is epistemologically constructed from colonial structures that have placed knowledge in spaces of silencing and subalternity of knowledge. The experience in a Medicine course, mostly white and with pedagogical projects that deal with ethnic-racial issues as a cross-cutting theme in some components and the responsibility of a few teachers, made this teacher face a question: how to create strategies for epistemological and methodological insurgencies that oppose the colonial framework of knowledge production? Therefore, I report a teaching experience in the Health Education component of a medical course. The activities carried out involved surveying prior knowledge, problematizing the concept of Health Education, narratives, film, conversations with prayer women, visits to health services, dialogue circles and theater of the oppressed, with national, quilombola, indigenous and black feminist references. These activities led us to problematize colonialism and to draw closer to local knowledge. As a result, we had the amplification of voices about education, health, body, care that are silenced by dominant discourses, bringing references and discussions that oppose colonial frameworks. It is important to build pedagogical communities that encourage the dream of Anti-Racist and Democratic Education.

    • português

      O espaço acadêmico constrói-se epistemologicamente a partir de estruturas coloniais que têm colocado saberes em lugares de silenciamentos e subalternidade do conhecimento. A experiência em um curso de Medicina, majoritariamente, branco e com projetos pedagógicos que tratam das questões étnico-raciais como tema transversal em alguns componentes e de responsabilidade de alguns poucos docentes, colocou essa docente diante de uma questão: como criar estratégias de insurgências epistemológicas e metodológicas que se contraponham ao enquadre colonial da produção de conhecimento? Destarte, trago o relato de uma experiência docente no componente de Educação em Saúde em um curso de medicina. As atividades realizadas envolveram levantamento de conhecimento prévio, problematização do conceito de Educação em Saúde, narrativas, filme, conversa com rezadeiras, visita a serviços de saúde, círculos de diálogo e teatro do oprimido, com referências nacionais, quilombola, indígena e do feminismo negro. Essas atividades levaram-nos a problematizar o colonialismo e a aproximações com os saberes locais. Como resultados tivemos a amplificação de vozes e memórias sobre educação, saúde, corpo, cuidado que são silenciadas pelos discursos dominantes, trazendo referenciais e discussões que se contrapõem aos enquadres coloniais. É importante a construção de comunidade pedagógicas que impulsionem o sonhar com uma Educação Antirracista e Democrática.


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