Este artículo tiene como objetivo analizar, desde una perspectiva afroreferenciada, cómo las prácticas terapéuticas de espacio ritual afrobrasileño,arraigadas en el Candomblé, contribuyen a la promoción de la salud mental y cómo pueden dialogar con las directrices de las Prácticas Integrativas y Complementarias (PICs) en el marco del Sistema Único de Salud (SUS) de Brasil. Se trata de un estudio cualitativo basado en una investigación bibliográfica que considera las prácticas de cuidado del Candomblé como la acogida comunitaria, el uso de hierbas sagradas, los rituales, los cantos y los tambores como poseedoras de un significativo potencial terapéutico, especialmente para abordar el sufrimiento psíquico de poblaciones negras y periféricas. El estudio busca identificar los elementos terapéuticos presentes en las prácticas de templo afrobrasileño que promueven el equilibrio emocional y psicológico, comprender el papel de la espiritualidad y el apoyo comunitario en el cuidado de la salud mental, y explorar las posibilidades de integrar estas prácticas en las políticas públicas de salud a través del marco de las PICs. Los resultados esperados apuntan a la valorización de los saberes ancestrales y al desarrollo de un modelo de atención en salud mental más plural, antirracista y culturalmente sensible. Se espera que este estudio contribuya al fortalecimiento de prácticas de cuidado que reconozcan las epistemologías de matriz africana como legítimas y eficaces en el campo de la salud mental.
This article aims to analyze, from an Afro-referenced perspective, how terreiro-based therapeutic practices rooted in Candomblé contribute to the promotion of mental health and how they can engage in dialogue with the guidelines of the Integrative and Complementary Practices (PICs) within the Brazilian Unified Health System (SUS). This qualitative study, based on bibliographic research, considers Candomblé care practices such as community-based welcoming, the use of sacred herbs, rituals, chants, and drumming as having significant therapeutic potential, particularly in addressing the psychological suffering experienced by Black and peripheral populations. The study seeks to identify therapeutic elements present in terreiro practices that foster emotional and psychological balance, to understand the role of spirituality and community support in mental health care, and to explore the possibilities of integrating these practices into public health policies through the PICs framework. The expected results point to the appreciation of ancestral knowledge and the development of a more pluralistic, anti-racist, and culturally sensitive model of mental health care. It is hoped that this study will contribute to strengthening care practices that recognize African-based epistemologies as legitimate and effective within the field of mental health.
Este artigo tem como objetivo analisar, por meio de uma perspectiva afro referenciada, de que forma as terapêuticas de terreiro, baseadas nas tradições do Candomblé, contribuem para a promoção da saúde mental e como podem dialogar com as diretrizes das Práticas Integrativas e Complementares (PICs) no Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa, de abordagem qualitativa e fundamentada em revisão bibliográfica do tipo integrativa, parte da compreensão de que as práticas de cuidado oriundas do Candomblé como o acolhimento comunitário, o uso de ervas, os rituais, os cantos e os toques apresentam potencial terapêutico, especialmente no enfrentamento do sofrimento psíquico entre populações negras, periféricas. O estudo busca identificar elementos terapêuticos nos terreiros que favorecem o equilíbrio emocional, compreender o papel da espiritualidade e coletividade nos processos de cura e investigar possibilidades de articulação dessas práticas com as políticas públicas de saúde mental no âmbito das PICs. Os resultados apontam para a valorização dos saberes ancestrais e para a construção de um cuidado em saúde mais plural, antirracista, culturalmente sensível e para a compreensão das práticas de cuidado desenvolvidas nos terreiros de Candomblé como responsáveis também pela promoção do equilíbrio emocional e psíquico por meio de vínculos espirituais, comunitários e ancestrais.
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