Argentina
Desde una perspectiva filosófica, este artículo aborda la crisis del vínculo modernidad-educación con el objetivo de interrogar los principios que actualmente fundamentan la práctica educativa escolar. Se parte del supuesto de que la escuela funciona como una estructura de repetición que dificulta la incorporación de transformaciones significativas, lo cual contribuiría a la persistencia de su crisis. En este marco, y considerando que la función pedagógica tradicional -centrada en el desarrollo de las facultades del sujeto y su integración social- parece haberse desdibujado, exploramos las posibilidades de construir nuevas formas de legitimación que respondan a las dinámicas, tensiones y particularidades que configuran hoy el ámbito escolar.
Siguiendo a Alejandro Cerletti y retomando la noción de acontecimiento desarrollada por el filósofo Alain Badiou, proponemos pensar el acto educativo como una irrupción de la novedad en la práctica escolar. Desde esta perspectiva, la experiencia escolar no se reduce a un proceso predecible ni controlable. Más que producir un sujeto acabado, configura un sujeto que habita un espacio en constante construcción, donde tiene lugar lo inesperado. Así, la escuela se concibe como el marco institucional que posibilita el acontecimiento educativo, entendido como un encuentro con lo inesperado en el ámbito de una comunidad
From a philosophical perspective, this article explores the ongoing crisis in the relationship between modernity and education, with the aim of interrogating the principles currently guiding school-based educational practices. It is argued that the school functions as a structure of repetition, which limits the incorporation of meaningful change and contributes to the persistence of its crisis. In light of the apparent erosion of the traditional pedagogical role -focused on developing individual faculties and promoting social integration- this work examines the potential for constructing new forms of legitimation that address the diverse dynamics and specificities shaping contemporary educational practice.
Drawing on the contributions of Alejandro Cerletti and the concept of the event as theorized by the philosopher Alain Badiou, the educational act is redefined as an irruption of novelty within the school context. From this standpoint, the educational experience is neither fully predictable nor controllable. It does not produce a fully formed subject but rather one who inhabits a space in construction, where the unexpected emerges. The school, in this sense, is the institutional framework that makes the educational event possible, conceived as an encounter with the unexpected within a community.
A partir de uma perspectiva filosófica, este artigo aborda a crise do vínculo modernidade-educação com o objetivo de questionar os princípios que atualmente sustentam a prática educacional escolar. Parte-se do pressuposto que a escola funciona como uma estrutura de repetição que dificulta a incorporação de transformações significativas, o que contribuiria para a persistência de sua crise. Nesse âmbito, e considerando que a função pedagógica tradicional – centrada no desenvolvimento das faculdades do sujeito e em sua integração social – parece ter se esvaído, exploramos as possibilidades de construir novas formas de legitimação que respondam às dinâmicas, tensões e particularidades que moldam o ambiente escolar atualmente.
Seguindo Alejandro Cerletti e adotando a noção de acontecimento desenvolvida pelo filósofo Alain Badiou, propomos pensar no ato educacional como uma irrupção de novidade na prática escolar. Sob essa perspectiva, a experiência escolar não se reduz a um processo previsível e controlável. Em vez de produzir um sujeito acabado, ela configura um sujeito que habita um espaço em constante construção, onde o inesperado acontece. Assim, a escola é concebida como a estrutura institucional que torna possível o acontecimento educacional, entendido como um encontro com o inesperado no âmbito de uma comunidade
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