Brasil
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Este estudio analiza la representación romantizada del embarazo en la adolescencia en perfiles de madres adolescentes en Instagram® y TikTok®. Se trata de una investigación cualitativa, fundamentada en la netnografía y el análisis temático de contenido. Se observaron 18 perfiles públicos de adolescentes entre 13 y 17 años, con un total de 52 publicaciones recolectadas entre enero y abril de 2024. Se identificaron tres categorías principales: (1) estetización de la maternidad idealizada, (2) narrativas de empoderamiento y superación, y (3) invisibilización de las dificultades maternas. Las publicaciones construyen una narrativa aspiracional de la experiencia materna temprana, con fuerte atractivo emocional y visual, frecuentemente desvinculada de las implicaciones sociales, económicas y de salud pública. Las plataformas digitales operan como espacios simbólicos de afirmación identitaria, en los que predominan representaciones idealizadas de fortaleza y realización, en detrimento de las vulnerabilidades. Aunque algunos contenidos revelan tensiones y juicios, estos elementos son atenuados por discursos individualizantes que favorecen una aceptación sin análisis crítico del embarazo precoz. Se concluye que la romantización digital de la maternidad adolescente dificulta la construcción de una comprensión crítica y contextualizada del fenómeno, reforzando normas sociales de género y expectativas maternas. Se destaca la relevancia de políticas públicas intersectoriales y de acciones educativas que promuevan la alfabetización digital y el debate sobre salud sexual y reproductiva entre adolescentes.
This study analyzes the romanticized representation of adolescent pregnancy on Instagram® and TikTok® profiles of teenage mothers. It is a qualitative investigation based on netnography and thematic content analysis. Eighteen public profiles of adolescents aged 13 to 17 were observed, with 52 posts collected between January and April 2024. Three main categories were identified: (1) aestheticization of idealized motherhood, (2) narratives of empowerment and overcoming, and (3) invisibility of maternal challenges. The posts construct an aspirational narrative of early motherhood, with strong emotional and visual appeal, often disconnected from the social, economic, and public health implications. Digital platforms operate as symbolic spaces of identity affirmation, where idealized representations of strength and fulfillment prevail over the exposure of vulnerabilities. Although some content reveals judgments and tensions, these are softened by individualizing discourses that encourage acceptance without critical analysis of early pregnancy. The study concludes that the digital romanticization of adolescent motherhood hinders the development of a critical and contextualized understanding of the phenomenon, reinforcing social gender norms and maternal expectations. The relevance of intersectoral public policies and educational actions that promote digital literacy and foster debate on sexual and reproductive health among adolescents is highlighted.
Este estudo analisa a representação romantizada da gravidez na adolescência em perfis de mães adolescentes no Instagram® e TikTok®. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, fundamentada na netnografia e na análise temática de conteúdo. Foram observados 18 perfis públicos de adolescentes entre 13 e 17 anos, com 52 postagens coletadas entre janeiro e abril de 2024. Identificaram-se três categorias principais: (1) estetização da maternidade idealizada, (2) narrativas de empoderamento e superação e (3) invisibilização das dificuldades maternas. As postagens constroem uma narrativa aspiracional da experiência materna precoce, com forte apelo emocional e visual, frequentemente dissociada das implicações sociais, econômicas e de saúde pública. As plataformas digitais operam como espaços simbólicos de afirmação identitária, nos quais predominam representações idealizadas de força e realização, em detrimento das vulnerabilidades. Embora alguns conteúdos revelem tensões e julgamentos, esses elementos são atenuados por discursos individualizantes que favorecem a aceitação sem análise crítica da gravidez precoce. Conclui-se que a romantização digital da maternidade adolescente dificulta a construção de uma compreensão crítica e contextualizada do fenômeno, reforçando normas sociais de gênero e expectativas maternas. Destaca-se a relevância de políticas públicas intersetoriais e ações educativas que promovam o letramento digital e o debate sobre saúde sexual e reprodutiva entre adolescentes.
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