A pesar de la vasta historiografía existente sobre el Estado Nuevo, lo mismo no se puede decir en relación a la Constitución de 1937, sobre la cual los estudios existentes son aún muy poco numerosos. El elocuente silencio sobre él, tal vez se deba a un común desprecio de juristas e historiadores por esta Carta, generalmente vista como obra personal de Francisco Campos y mero instrumento de legitimación del régimen. Al contrario de esto, la Constitución de 1937 debe ser inserida en el contexto más amplio y complejo del debate político y jurídico que se trabó en Brasil desde la década de 1920 con relación a la crisis del liberalismo, de su ineptitud a la realidad nacional y de la formulación de un nuevo modelo político-institucional y jurídico para el país, de tipo autoritario y corporativista. Sobre el punto de vista estrictamente jurídico y constitucional, se puede decir que la Constitución de 1937 es una no Constitución que se limitó al período del Estado Nuevo y, aun así, sin que pudiera tener su modelo completamente implementado por el régimen. Ya en términos políticos, se puede decir que esta Constitución representa, al mismo tiempo, una síntesis y una tentativa de institucionalización del pensamiento conservador-autoritario brasileño del período. A lo largo de este estudio se propone un análisis de los fundamentos de legitimidad jurídica y política de la Constitución de 1937 sobre la mirada de Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda (1892-1972), uno de los principales juristas contemporáneos brasileños y de los pocos comentadores de aquella Carta.
Despite the vast historiography that exists on the brazilian Estado Novo [New State], the same can not be said about the Brazilian Constitution of 1937, about which there have been very few studies. The eloquent silence about it may be due to a common disregard of jurists and historians for this Charter, generally seen as the personal work of Francisco Campos and a mere instrument for legitimizing the regime. On the contrary, however, the 1937 Constitution must be inserted in the broader and more complex context of the political and juridical debate that has taken place in Brazil since the 1920s on the crisis of liberalism, its inadequacy to the national reality, and the formulation of a new political-institutional and legal model for the country, of an authoritarian and corporatist type. From a strictly legal and constitutional perspective, it can be said that the 1937 Constitution is a Non-Constitution that was limited to the period of the Estado Novo, and yet its model could not be fully implemented by the regime. In political terms, it can be said that this Constitution represents both a synthesis and an attempt to institutionalize Brazilian conservative-authoritarian thought of the period. This study therefore proposes an analysis of the foundations of legal and political legitimacy of the Constitution of 1937 through the work of Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda (1892-1972), one of Brazil’s leading contemporary jurists and one of the few commentators of that Charter.
Malgré la vaste historiographie existant sur le Estado Novo [Nouvel Etat], on ne peut pas dire autant de la Constitution brésilienne de 1937, dont les études existantes sont encore très peu nombreuses. Cet éloquent silence peut être dû au mépris commun des juristes et des historienssur cette Constitution, généralement considéré comme le travail personnel de Francisco Camposet un simple instrument de légitimation du régime. Au contraire, cependant, la Constitution de 1937 doit être insérée dans le contexte plus large et plus complexe du débat politique et juridique qui a eu lieu au Brésil depuis les années 1920 sur la crise du libéralisme, son insuffisance pour la réalité nationale et la formulation d’un nouveau modèle politique-institutionnel et juridique pour le pays, d’un type autoritaire et corporatiste. D’un point de vue strictement juridique et constitutionnel,on peut dire que la Constitution de 1937 est une Non-Constitution qui se limitait à la période du Estado Novo et qui n’a pas eu la possibilité d’être pleinement mis en œuvre par le régime. Sur le plan politique, on peut dire que cette Constitution représente, en même temps, une synthèse et une tentative d’institutionnalisation de la pensée conservatrice-autoritaire brésilienne de l’époque.Tout au long de cette étude, on propose une analyse des fondements de la légitimité juridique et politique de la Constitution de 1937 à travers le travail de Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda(1892-1972), l’un des principaux juristes contemporains du Brésil et l’un des rares commentateursde cette Constitution.
Em que pese a vasta historiografia existente sobre o Estado Novo, o mesmo não se pode dizer a respeito da Constituição de 1937, sobre a qual os estudos existentes são ainda muito pouco numerosos. O eloquente silêncio a seu respeito talvez se deva a um comum desprezo de juristas e historiadores por essa Carta, geralmente vista como obra pessoal de Francisco Campos e mero instrumento de legitimação do regime. Ao contrário disso, porém, a Constituição de 1937 deve ser inserida no contexto mais amplo e complexo do debate político e jurídico que se travou no Brasil desde a década de 1920 a respeito da crise do liberalismo, de sua inadequação à realidade nacional e da formulação de um novo modelo político-institucional e jurídico para o país, de tipo autoritário e corporativista. Sob o ponto de vista estritamente jurídico e constitucional pode-se dizer que a Constituição de 1937 é uma não Constituição que se limitou ao período do Estado Novo e, ainda assim, sem que pudesse ter o seu modelo completamente implementado pelo regime. Já em termos políticos, pode-se dizer que essa Constituição representa, ao mesmo tempo, uma síntese e uma tentativa de institucionalização do pensamento conservador-autoritário brasileiro do período. Ao longo desse estudo, portanto, se propõe uma análise dos fundamentos de legitimidade jurídica e política da Constituição de 1937 sob o olhar de Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda (1892-1972), um dos principais juristas contemporâneos brasileiros e dos poucos comentadores daquela Carta.
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