This article compares the available data on religions of Brazilian journalists with general characteristics of religiosity in the population, based on data presented in Brazilian journalist’s profile of 2012 and the Brazilian national census of 2010. The objective is to understand if particularities of the religious experience among journalists can have effects on the coverage of this subject. The issue is relevant because of the sociopolitical and economic consequences of recent changes in religiosity in the country. The data indicate three striking differences among journalists: a) more significant presence of non-practitioners and atheists; b) significantly less participation of Catholics and Evangelicals; and c) greater expressiveness of Spiritists and practitioners of religions of African origin. The text raises the hypothesis that these differences, along with other factors, can explain phenomena such as the relative inattention of journalistic coverage to the growth of the neo-Pentecostal population in the country and the generally positive approaches that spiritism received from the media.
O artigo compara os dados disponíveis sobre as religiões dos jornalistas brasileiros com as características gerais da religiosidade da população a partir dos dados presentes no Perfil do jornalista brasileiro, de 2012, e no censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O objetivo é compreender se as particularidades da experiência religiosa entre os jornalistas podem ter efeitos na cobertura do tema, algo que é relevante diante das consequências sociopolíticas e econômicas das mudanças recentes na religiosidade no país. Os dados indicam três diferenças marcantes entre os jornalistas: a) presença mais significativa de não praticantes e ateus; b) participação significativamente menor de católicos e evangélicos; e c) maior expressividade de espíritas e praticantes de religiões de origem africana. O texto suscita a hipótese de que essas diferenças, junto a outros fatores, podem explicar fenômenos como a relativa desatenção da cobertura jornalística ao crescimento da população neopentecostal no país e as abordagens em geral positivas que o espiritismo recebia da mídia.
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