La categoría “indígena” ha sido una construcción histórica y política destinada a controlar grupos culturalmente diversos en términos de dominación política y económica, marcando diferencias con las culturas europeas y occidentales. A pesar de su esencialización para propósitos de dominación, los grupos indígenas han adoptado esta etiqueta de manera estratégica como forma de resistencia, adaptándose a los ataques históricos impuestos a sus identidades por grupos hegemónicos. En este artículo, se exploran estos procesos utilizando la idea del esencialismo estratégico de Gayatri Spivak, que evidencia cómo los grupos indígenas han utilizado estratégicamente la esencialización categorial como una forma efectiva de resistencia. Se abordará el caso específico del Frente Independiente de Pueblos Indios a finales del siglo XX, uno de los primeros movimientos indígenas en México que utilizó la categoría para aglutinar la demanda colectiva de diversos pueblos en defensa de sus modos de vida y sus medios de subsistencia tradicionales.
A categoria “indígena” tem sido uma construção histórica e política destinada a controlar grupos culturalmente diversos em termos de dominação política e económica, marcando diferenças com as culturas europeias e ocidentais. Apesar de sua essencialização para fins de dominação, os grupos indígenas adotaram estrategicamente esse rótulo como forma de resistência, adaptando-se aos ataques históricos impostos às suas identidades por grupos hegemônicos. Esses processos são explorados usando a ideia de essencialismo estratégico de Gayatri Spivak, que mostra como os grupos indígenas usaram estrategicamente a essencialização categórica como uma forma eficaz de resistência. Será abordado o caso específico da Frente Independente de Pueblos Indios do final do século XX, um dos primeiros movimentos indígenas no México que utilizou a categoria para reunir a demanda coletiva de diversos povos em defesa de seus modos de vida e seus meios tradicionais de subsistência.
The ‘indigenous’ category has been a historical and political construction intended to control culturally diverse groups in terms of political and economic domination, marking differences with European and Western cultures. Despite its essentialization for purposes of domination, indigenous groups have strategically adopted this label as a form of resistance, adapting to the historical attacks imposed on their identities by hegemonic groups. These processes are explored using Gayatri Spivak’s idea of strategic essentialism, which shows how indigenous groups have strategically used categorical essentialization as an effective form of resistance. The specific case of the Frente Independiente de Pueblos Indios at the end of the 20th century will be addressed, one of the first indigenous movements in Mexico that used the category to bring together the collective demand of diverse peoples in defense of their ways of life and their traditional means of subsisten
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