[2]
Brasil
This article focuses on some textual constructions around the act of looking as represented in the account “As Mariposas do Luxo”, included in A Alma encantadora das ruas (1908), by João do Rio (1881-1921). Based on the text of this Rio de Janeiro writer, street scenes are analysed as a metonym for a democratization of artistic forms, close to the forms of everyday life. To this end, allusions are made to the ways in which Jacques Rancière understands the modernization of the gaze and the consequent revisions of what the French philosopher calls the distribution of the sensible. This article intends to provide an approach to the written scenes through the sensible in which it participates rather than its mere expression.
É proposta deste artigo focalizar algumas construções textuais em torno do olhar na crônica “As Mariposas do Luxo”, de João do Rio (1881-1921), inserida em seu livro A Alma encantadora das ruas, publicado em 1908. A partir do texto do escritor e cronista carioca elabora-se uma análise da cena de rua como metonímia de uma democratização das formas artísticas, aproximadas das formas da vida cotidiana em suas facetas citadinas. Para tanto, alude-se aos modos com os quais Jacques Rancière entende a modernização do olhar e as consequentes revisões do que o filósofo francês chama a partilha do sensível. Entende-se, assim, mostrar um modo de aproximação da cena escritural pelo sensível do qual ela é partícipe mais do que sua mera expressão.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados