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Vozes homoeróticas no extremo contemporâneo: três narrativas sobre ausência, silêncio e exclusão

  • Autores: Alex Bruno da Silva, Rosicley Andrade Coimbra
  • Localización: Tabuleiro de Letras, ISSN-e 2176-5782, Vol. 18, Nº. 2, 2024, págs. 189-205
  • Idioma: portugués
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  • Resumen
    • English

      This article aims to analyze three Brazilian novels – Cloro, by Alexandre Vidal Porto (2018), A palavra que resta, by Stênio Gardel (2021), and Sismógrafo, by Leonardo Piana (2022) – from the perspective of the "extreme contemporary" (BERND, 2022). Literature of the extreme contemporary stands out not so much for its form and/or language alienation, but for its destabilization of consensus, that is, it manifests an urgency for the acceptance of diversity and the breaking of paradigms and binarisms. In this sense, the process of emergence of minority literature – or that thematizes these minorities – serves as an example to be analyzed in the writing of the extreme contemporary. The narrative space of the extreme contemporary thus encompasses subjectivities that escape socially legitimized models and, therefore, were condemned to silence. The strategy of the novels in question is to represent these absences, giving voice to these erased subjectivities.

    • português

      Este artigo pretende analisar três romances brasileiros – Cloro, de Alexandre Vidal Porto (2018), A palavra que resta, de Stênio Gardel (2021) e Sismógrafo, de Leonardo Piana (2022) – pela perspectiva do “extremo contemporâneo” (Bernd, 2022). A literatura do extremo contemporâneo se destaca não tanto pela forma e/ou estranhamento da linguagem, mas pela desestabilização do consenso, ou seja, ela manifesta uma urgência para a aceitação do diverso e da quebra de paradigmas e binarismos. Nesse sentido, o processo de emergência da literatura de minorias – ou que tematizam essas minorias – serve de exemplo para ser analisado na escritura do extremo contemporâneo. O espaço narrativo do extremo contemporâneo comporta, nesses termos, subjetividades que escapam aos modelos socialmente legitimados e, por isso, foram condenadas ao silêncio. A estratégia dos romances em questão é representificar essas ausências, dando voz a essas subjetividades apagadas.


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